Witzel quer privatizar parte da Cedae em 2020

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse ontem que a privatização de parte da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) vai permitir acelerar os investimentos em saneamento básico na região metropolitana do Estado. Segundo o governador, seria possível injetar R$ 10 bilhões em investimentos nos três anos seguintes à privatização.

“São investimentos, nos próximos três anos a partir do leilão, de mais de R$ 10 bilhões. Além de a Cedae continuar com receita na produção da água, que vai dar [de] R$ 300 [milhões] a R$ 400 milhões de lucro para o Estado, que serão investidos também nessas comunidades”, afirmou o governador, que pretende realizar o leilão no ano que vem, para que o estado invista os recursos obtidos entre 2021 e 2023.

Witzel afirmou que o montante obtido com a privatização ajudaria a resolver o problema da poluição na Baía de Guanabara e nas lagoas da Barra da Tijuca, além de possibilitar investimentos em cidades pequenas que não têm recursos para avançar no saneamento, como Japeri, Mesquita e Queimados.

Investimentos em turismo
O governador falou com a imprensa após um café da manhã com representantes do setor hoteleiro e o secretário estadual de Turismo, Otávio Leite. O evento discutiu os benefícios de reforçar o Rio como parada para voos internacionais que chegam ao Brasil com outros destinos, o que permitiria aumentar o número de turistas.

“Acredito que o Rio de Janeiro consiga, até o final de 2022, estar com o dobro de turistas [estrangeiros]. Hoje são 1,5 milhão de turistas estrangeiros”, disse o governador. Para ele, essas conexões, chamadas stopover, poderiam atrair mais turistas asiáticos.
Witzel assinou uma carta de intenções para a criação de um banco de diárias para captação de eventos para o estado do Rio, entre outras medidas. Além de descontos nas diárias dos hotéis, a proposta inclui promoções em pontos turísticos, restaurantes e bares para participantes de congressos, feiras e seminários com o objetivo de aquecer o turismo na capital e no interior.

Segundo o secretário de Estado de Turismo, Otavio Leite, além destas medidas, o Governo do Rio está trabalhando para reduzir o preço do querosene para as empresas aéreas e no reforço da divulgação do estado por meio de material publicitário, cujo investimento deve chegar a R$ 20 milhões.

“O Governo do Estado também está concluindo a edição de uma regra importante que vai baratear o querosene da aviação, com a redução do ICMS que incide sobre o QAV. Estas medidas conjugadas ao lado de uma campanha de promoção, entre outras ações, vão fazer com que o Rio de Janeiro receba mais turistas nacionais e estrangeiros. O estado fará um esforço fiscal, ao mesmo tempo a hotelaria vai oferecer espaços ociosos de seus quartos criando um banco de diárias para a captação de eventos, cuja a carta de intenções foi chamada de ‘carta de Copacabana’”, explicou o secretário.

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