Witzel propõe antecipação dos recursos do leilão da Cedae para a retomada econômica do Estado

O governador Wilson Witzel sugeriu que o Governo Federal adiante os recursos financeiros obtidos após o leilão de concessão da Cedae para minimizar os efeitos da crise econômica causados pela queda do preço do barril do petróleo e da pandemia do novo coronavírus. A proposta foi feita ontem durante a videoconferência com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e os chefes do Executivo da Região Sudeste – João Doria (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Renato Casagrande (Espírito Santo). Em entrevista coletiva à imprensa logo após a reunião, o governador informou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou que esta deverá ser a prática adotada para ajudar os estados.

“Saí otimista da reunião. Sempre defendi o diálogo e a união de esforços para o bem do Brasil e do povo fluminense. A operação do leilão da Cedae, que está sendo conduzido também pelo BNDES, está prevista para acontecer em outubro. Este primeiro leilão será a concessão das linhas de distribuição de água de 44 municípios e da capital fluminense, dividido em quatro blocos. Está prevista uma outorga de R$ 11 bilhões. Mesmo com a crise global, há ainda muito interesse nesta operação. O que o ministro Guedes sinalizou e, eu coloquei em pauta, foi a possibilidade de antecipar dois terços da outorga. O contrato do leilão só será assinado no mês de fevereiro do ano que vem e, por isso, teríamos a necessidade da antecipação desse recurso”,explicou o governador.

Durante a conferência, Wilson Witzel apresentou o cenário atual da economia fluminense.

“Na parte econômica, duas crises atingem o Rio de Janeiro: a crise do petróleo e a crise econômica decorrente das medidas restritivas de circulação por conta da pandemia. O Rio de Janeiro já apresentava um deficit de R$ 10 bilhões. Somando as duas crises são R$ 20 bilhões. Além da antecipação dos recursos do leilão da Cedae, o ministro Guedes também sinalizou positivamente para o avanço do plano Mansueto”,afirmou, referindo-se à proposta que tramita no Congresso para alocar mais recursos para estados e municípios.

Manutenção das medidas restritivas

Na entrevista coletiva, o governador salientou que o Rio de Janeiro manterá as medidas restritivas por causa da propagação do Covid-19, que incluem o isolamento social e a redução da circulação de pessoas no estado.

“Mantemos a quarentena e as restrições de circulação de pessoas seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do nosso secretário da Saúde, Edmar Santos. São recomendações que devem ser observadas para o bem da população a fim de evitar o alto número de contágio. Temos hoje 17 infectados em CTIs e poderemos ao longo dessa semana ter um número ainda maior”, ressaltou.

Witzel adiantou que, no início de abril, a Secretaria de Estado de Saúde terá o primeiro ponto de avaliação da curva epidemiológica no Rio de Janeiro.  

“No momento, peço às pessoas que continuem em casa, somente assim preservaremos vidas. Nós teremos um ponto de avaliação no dia 4 de abril, onde poderemos ter uma visão mais clara do controle do pico da epidemia. Com isso, podemos, paulatinamente e gradativamente, ir fazendo algumas mudanças de abertura da economia para não termos, evidentemente, um grave prejuízo às empresas”, explicou o governador.

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