Witzel presta depoimento sobre suposta corrupção em contratos emergenciais

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira, dia 9, sobre a suposta prática de corrupção nos contratos emergenciais de combate à pandemia do coronavírus. Witzel foi ouvido na delegacia do Aeroporto do Galeão, durante pouco mais de duas horas.

O objetivo da PF era saber detalhes dos documentos recolhidos durante a Operação Placebo e também informações contidas nos celulares dele e de sua mulher, Helena Witzel, recolhidos no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador.

Em entrevista à TV Globo na manhã desta quinta-feira, durante um evento em Nova Friburgo antes do depoimento, o governador afirmou que não tem participação com nenhuma empresa.

“Eu vou prestar, no momento oportuno, as explicações. São dois inquéritos que querem que eu preste depoimento. Um dos inquéritos trata de uma investigação a respeito da atividade da Polícia Militar e da Polícia Civil no Estado do Rio de Janeiro. Um procedimento que está no STJ a respeito dos gastos da pandemia. Todos os esclarecimentos estão sendo prestados. Eu, como disse aqui, não tenho absolutamente nada a esconder. Eu não tenho participação com nenhuma empresa”, disse.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na Operação Placebo, para investigação irregularidades no contrato emergencial com a Organização Social Iabas. A OS foi contratada para construir e administrar sete hospitais de campanha. Porém, apenas dois foram entregues: o do Maracanã e o de São Gonçalo. Este último, inclusive, incompleto. A investigação também contempla a contratação da Unir Saúde, depois que o governador revogou o impedimento da empresa para prestar serviços ao estado.

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