VLT: Prefeitura fecha acordo para estudo de viabilidade

A Prefeitura de Niterói fechou na segunda-feira (27) um acordo de cooperação com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para um estudo de viabilidade visando a implantação de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e melhorias na mobilidade urbana. Os cerca de R$ 500 mil necessários para o estudo serão totalmente financiados pela AFD, sem a necessidade de gastos por parte da Prefeitura de Niterói.

O acordo foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo gerente de projetos da AFD, Guillermo Madrid. A diretora responsável pela equipe de projetos de transportes da AFD, Priscille de Coninck, veio da França exclusivamente para participar da solenidade. Os secretários municipais Axel Grael (Secretaria Executiva) e Renato Barandier (Urbanismo e Mobilidade) também acompanharam a assinatura do acordo.

O estudo de viabilidade será desenvolvido nos próximos meses e estará concluído no segundo semestre de 2018. Rodrigo Neves explica que o VLT é um projeto muito complexo e de longo prazo, mas conta que pretende, até o fim de seu mandato, concluir o estudo de viabilidade e o projeto técnico. “Nos últimos anos, tiramos obras e projetos importantes do papel, como a conclusão do mergulhão da Marquês do Paraná, o mergulhão da Praça Renascença, o Túnel Charitas-Cafubá, a implantação de 40 quilômetros de ciclovias, o bicicletário, entre outras iniciativas. Para além dos investimentos em infraestrutura urbana, acredito que seja necessário cada vez mais melhorar a qualidade do transporte público e apostar numa mobilidade mais saudável com a ampliação da malha cicloviária. Não é possível mais sustentar a mobilidade das cidades como Niterói priorizando o transporte individual”, disse o prefeito.

O secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, destacou que o VLT é um meio de transporte com grande potencial de requalificação urbana. “Cidades europeias que implantaram o VLT tiveram vantagens que vão além da mobilidade urbana. Tiveram ganhos com a revitalização de centros históricos degradados, com a requalificação de vias, com melhorias da condição urbana e da qualidade de vida das pessoas, incluindo aquelas que não utilizam diretamente esse transporte”, disse o secretário.

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