Viúva da Mega Sena volta aos tribunais em dezembro

Augusto Aguiar

O Fórum de Rio Bonito mais uma vez será o local de outra batalha pela herança deixada pelo milionário Renê Sena, assassinado em janeiro de 2007. Na disputa judicial pela fortuna deixada por Renê, estimada em mais de R$ 100 milhões, e a busca pelo mandante da morte da vítima, será mais uma vez debatida, no dia 13 de dezembro, quando a cabeleireira, conhecida como a “viúva da Mega Sena”, Adriana Ferreira Almeida, acusada de mandar matar o marido, voltará ao banco dos réus, após a anulação de outro juri ocorrido em 2011, quando na ocasião a acusada foi absolvida. O juiz Pedro Pilderwasser, da 2ª Vara de Rio Bonito, marcou para às 10 horas o novo julgamento.

Adriana foi inocentada em 2011, mas na batalha judicial que se seguiu o júri foi anulado em 2014 pelo Tribunal de Justiça (TJ). Renê Sena ganhou R$ 52 milhões num concurso da Mega Sena em 2005 e foi assassinado a tiros dois anos depois. Ex-seguranças da Renê, Anderson Souza e Ednei Pereira, que supostamente teriam sido contratados pela viúva, foram condenados a 18 anos de prisão. Desde então uma batalha judicial para apurar o mandante e culpados pelo crime se sucedeu. Em 2014 os desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiram anular o julgamento que resultou na absolvição de Adriana da acusação de ser a mentora do assassinato do próprio marido.

Os desembargadores acolheram a apelação do Ministério Público (MP) para reverter a absolvição por unanimidade e a justiça marcou a data do novo juri dois anos depois. Renê foi morto quando bebia cerveja num bar em Rio Bonito. O crime foi cometido por dois homens que chegaram ao local numa motocicleta e depois fugiram. Desde a morte do milionário o montante da fortuna da vítima foi bloqueado pela Justiça, e acredita-se que atualmente o valor deve ter atingido a cifras de R$ 100 milhões. Em seu último testamento, Renê havia deixado 50% de seus bens para Adriana, e a outra metade para sua filha única. Enquanto não for resolvida a questão criminal, Adriana está impedida de pegar sua parte na herança, o mesmo ocorre com a filha de Renê, porque a viúva também ajuizou ação questionando sua paternidade.

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