Violência no Centro de Niterói

Wellington Serrano –

Duas ocorrências registradas na 76ª DP (Niterói) e a certeza: a violência nas ruas do Centro não é a mesma revelada nos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Apesar dos índices demonstrarem que houve uma baixa da criminalidade na área, integrada pelos bairros da região central, comerciantes da área afirmam que devido a falta do registro de ocorrência dos assaltos nos estabelecimentos esses números podem não condizer com a realidade.

Em um intervalo de aproximadamente um ano, na Rua Marquês de Caxias, no Centro, um dono de bar, que pediu para não ser identificado, foi assaltado duas vezes após ter a porta arrombada. Segundo ele, entre dezenas de casos parecidos que aconteceram no entorno só o seu teve registro da ocorrência. A vítima reconhece que o ato falho atrapalha o bom andamento da identificação da mancha criminal pela polícia.

“Dá muito trabalho. Fiquei cerca de quatro horas esperando na delegacia pelo péssimo atendimento dos policiais, acredito que esse seja um dos motivos principais para o não registro da ocorrência por parte dos comerciantes”, afirmou o comerciante.

Segundo ele, é preciso de mais ronda do Niterói Presente entre as Ruas Visconde de Sepetiba, 7 de Maio, Marquês de Caxias e Brito Xavier. “Só vejo a presença dos policiais do Niterói presente de dia. Á noite sou obrigado a fechar cedo ou trancar o bar com os clientes dentro para obter a sensação de segurança”, disse o comerciante.

No início da semana uma filial das lojas Americanas na Rua Visconde do Uruguai foi assaltada e na madrugada da última terça-feira foi a vez de uma loja de pneus na Rua Barão do Amazonas. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Leandro Santiago, vê que as ocorrências têm uma ligação entre si, pois acontecem a dezenas de metros uma da outra e nenhuma delas pôde ser evitada pela polícia.

“Esse problema é devido a grande quantidade de moradores de rua que são dependentes químicos. É uma questão que terá de ser encarada de frente para solução”, disse Santiago.

Roubo
Assaltado quase a luz do dia o veterinário Leandro Quintão relatou o susto nas redes sociais. “Estava chegando na festa junina da empresa por volta das 17h30min no Clube Fluminensinho o lado da Universo, quando fui abordado por um meliante armado que me abordou e pediu a chave do meu carro, celular, relógio e aliança”, contou.

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