Vigilantes entram em greve a partir de segunda-feira

Na próxima segunda-feira (20) os vigilantes de todo Estado do Rio vão entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi confirmada pelo Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região (SVNIT) e a categoria luta por melhores condições salariais e a continuidade de benefícios como alimentação e plano de saúde. O lema que eles estão defendendo é “Não é só por reajuste. É por dignidade” e contará com a adesão dos cerca de dois mil trabalhadores de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito.

O presidente do SVNIT, Cláudio Oliveira, explica que a greve será por tempo indeterminada e vai durar até a patronal entrar em um acordo que seja aprovado pelos sindicatos. A categoria está em negociação salarial desde janeiro deste ano e em março ficou decido que eles queriam um aumento de 100% em cima do valor da inflação. O salário-base dos vigilantes é R$ 1.450 e, por exemplo, se o índice fosse 4% eles queriam um aumento de 8%, ou se fosse o índice de 3% eles queria o dobro, o total de 6% de aumento. Além disso o ticket refeição no valor de R$ 22 por dia teria que saltar para R$ 30.

Após essa explanação, as empresas fizeram a seguinte proposta: R$ 23 de ticket alimentação por dia, ou aumento de R$ 1, além de congelamento do salário, ou seja, nenhum aumento salarial. Além disso eles tiveram a suspensão do plano ambulatorial que sempre tiveram. Mediante essas condições dos vigilantes, que trabalham em bancos, hospitais, estaleiros, shoppings, supermercados, condomínios e em outros estabelecimentos, resolveram cruzar os braços no próximo dia 20 e não aceitaram a proposta.

Desde meados dessa semana o comunicado sobre a greve já começou a circular nas empresas que contam com o serviço de vigilância, armada ou não. O funcionamento dos estabelecimentos deverá continuar mas com essa grade de funcionários reduzida, já que apenas 30% da categoria vai trabalhar.

“Vamos fazer essa greve a partir de segunda e vamos tentar resolver isso na justiça. Hoje a categoria está classificada como essencial. Estamos correndo risco de vida e não temos por parte dos empresários um respaldo. Queremos trabalhar e não estamos nos negando a trabalhar, mas o empresário precisa respeitar a gente”, explicou Oliveira.

O Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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