Vigilantes de Niterói entraram em greve e agências bancárias estão fechadas

Niterói aderiu nessa terça-feira (21) o movimento de greve nacional dos vigilantes de todo Estado do Rio com adesão de 98% da categoria. A direção do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região (SVNIT) fará uma reunião amanhã, quarta-feira (22), com representantes dos outros municípios da Região Metropolitana (São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito) para explicar a importância de aderir à greve que foi iniciada em todo o Rio na última segunda-feira (20). Os vigilantes trabalham em vários estabelecimentos como hospitais, estaleiros, shoppings, supermercados, condomínios e bancos. A direção do sindicato montou piquete em frente das principais agências bancárias de Niterói e muitas estão fechadas.

Por conta da greve algumas agências bancárias de Icaraí, Centro, Largo do Marrom e São Francisco não abriram. O Sindicato dos Bancários de Niterói e região informou que está solidário com a greve dos companheiros vigilantes que trabalham, juntamente com os bancários, arduamente para garantir os atendimentos diariamente nas agências bancárias e gerar lucros para as empresas e instituições financeiras. Afirmou conhecer a luta dos vigilantes e do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e, por isso, apoia o direito à reivindicação por melhores condições. No que tange à abertura das agências, o Sindicato dos Bancários reforçou que só é permitida a abertura se a unidade tiver cumprindo o plano de segurança validado pela Polícia Federal para garantir a segurança dos bancários e clientes. Sem vigilantes, a orientação é não abrir.

O presidente do SVNIT, Cláudio Oliveira, explicou que a categoria está em momento de convenção coletiva e a preocupação é que os trabalhadores estão se arriscando no momento da pandemia do coronavírus. “A categoria fez uma votação nos dias 9, 10 11 e 12 decidiu a greve nacional. Não aceitamos a proposta que nos foi dada. Estamos cumprindo a lei de greve com 30% de funcionamento das categorias de efetivo. O início seria na segunda-feira [20] mas por medo muitos vigilantes não aderiram o movimento. Mas estamos explicando para todos que estamos amparados pela lei”, explicou.

A Região Metropolitana tem cerca de 2 mil trabalhadores e o lema da greve é “Não é só por reajuste. É por dignidade”. A categoria luta por melhores condições salariais além continuidade de benefícios como alimentação e plano de saúde. A greve será por tempo indeterminado e a categoria está em negociação salarial desde janeiro deste ano e em março ficou decido que eles queriam um aumento de 100% em cima do valor da inflação. Além disso o ticket refeição no valor de R$ 22 por dia teria que saltar para R$ 30. A proposta das empresas foi de R$ 23 de ticket alimentação por dia, ou aumento de R$ 1, além de congelamento do salário, ou seja, nenhum aumento.

O Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) foi procurado mas não se manifestou.

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