Motorista de aplicativo morto por PM é sepultado em São Gonçalo

Uma discussão em um posto de combustível localizado na Estrada Caetano Monteiro, em Pendotiba, acabou em morte na noite de terça-feira (17). O motorista de aplicativo Diego Soares Barone Campelo Sampaio, de 37 anos, foi morto após ser atingido por dois tiros disparados pelo policial militar Giovani Peçanha de Athaíde, lotado no 12º Batalhão (Niterói). A vítima chegou a ser levada para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Colubandê, em São Gonçalo, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com o comandante do 12º Batalhão, coronel Sylvio Guerra, o caso é acompanhado por um supervisor da unidade e será aberto um processo administrativo para a apuração dos fatos

Nas imagens registradas por câmeras de segurança do posto é possível ver quando o motorista de aplicativo tenta aplicar uma voadora no sargento e recebe os disparos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). O policial já prestou depoimento na especializada e também na Delegacia de Polícia Judiciária Militar e foi liberado. Testemunhas também foram ouvidas e a perícia no local foi realizada. A arma usada foi apreendida pela polícia.

O policial afirmou a colegas de trabalho que a sua intenção era conter a situação quando efetuou os disparos. A Polícia Militar emitiu uma nota sobre o episódio.

Irmão de Diego, o também motorista Leandro Barone, de 42 anos, declarou que o policial militar poderia ter dado um tiro de alerta para o alto em vez de disparar na direção do seu irmão. Ele relatou que não imaginou precisar enterrar o irmão e que independente da punição ou não do policial, o seu irmão não voltará à convivência com a família.

“Um policial militar apresentou-se à guarnição. Segundo narrado pelo policial militar, houve um desentendimento entre ele e a pessoa ferida, que era condutor de outro veículo. O motorista desembarcou do carro na intenção de agredir o policial. A ordem de parada dada foi desrespeitada, O policial realizou disparo de arma de fogo na intenção de conter a situação”, informou a PM, acrescentando que Giovani segue trabalhando na parte administrativa do batalhão onde é lotado e que estava de folga no momento dos disparos.



Mulher de Diego, a auxiliar de enfermagem Hellen Cristina, de 33 anos, disse à polícia que não viu que o policial estava armado e que quando o seu marido se aproximou do agente recebeu os disparos. Ainda segundo ele, o marido costumava abastecer no posto de combustíveis e quando viu uma discussão entre o PM e um frentista teria intervindo na situação. Ela contou que assim que o companheiro recebeu os disparos caiu no chão. Nas imagens é mostrado a mulher pedindo ao policial para que ele não disparasse novamente. A auxiliar também disse sobre ter pedido para o policial retirar o carro dele de onde estava. Além da mulher, Diego deixa uma filha de oito anos. O enterro aconteceu ontem, às 17h, no Cemitério Parque Nicteroy, no Laranjal, em São Gonçalo.

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