Vice de Haddad participa de encontro em Niterói

Anderson Carvalho e Pedro Conforte –

Há poucos dias do segundo turno, o PSol organizou em Niterói um debate com a presença de diversos políticos e a candidata a vice-presidente na chapa do PT, Manuela D’avila (PC do B), que é apoiada pelos psolistas. Com a presença de nomes como Guilherme Boulos, Flavio Serafini, Talíria Petrone, Marcelo Freixo, o principal discurso foi para que os militantes conversem e levem as ideias a quem não pensa parecido. O evento aconteceu na noite de ontem, na Praça da Cantareira, em São Domingos.

“Eu também pedi para participar desse evento e agradecer pessoalmente ao PSol. Não estivemos juntos no primeiro turno, mas nós sabemos o que exatamente pode acontecer no dia 29 de outubro se nós formos derrotados. Quando nós fechamos nossos olhos e imaginarmos um 29 de outubro com vitória deles, conseguimos imaginar um Brasil de mais ódio de mais intolerância, de trabalho ainda mais desvalorizado, de fim de um sistema de educação pública. Por isso que o nosso convite, para quem não estava conosco no primeiro turno, mas que se engajou agora, tem um significado de um grande abrir os olhos do povo do nosso país”, discursou Manuela para um público de cerca de 500 pessoas.

A candidata a ocupar o Palácio do Jaburu ainda fez um convite aos presentes que, mesmo com medo, se abracem e enfrentem sem desistir. “O nosso convite, chamem o medo para dançar e que nos próximos 11 dias conversem com as pessoas que não pensam exatamente igual a nós. Para olhar para eles, dizer que nossa luta é para poder continuar pensando diferente, em um Brasil democrático e livre. Mostrar que é isso que está ameaçado”, completou Manuela.

Poucas propostas e muitas acusações entre os candidatos a governador Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC) em debate ontem de manhã no Rio, com apoio da Fecomércio-RJ. O primeiro acusou o segundo de não ter tido coragem de enfrentar o crime organizado no estado do Espírito Santo. Já o ex-juiz chamou o democrata de “criminoso condenado” e o acusou de participação no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral. Paes afirmou que as propostas do presidenciável do PSL, deputado federal Jair Bolsonaro, se aproximam mais das suas para o estado.

Paes questionou como o candidato do PSC enfrentaria a violência no Rio se saiu do Espírito Santo devido a uma ameaça. Witzel respondeu que lá foi juiz criminal e que o Espírito Santo é um estado extremamente violento e tomado pelo tráfico de drogas. “Em momento nenhum eu fui intimidado, não tenho medo de ser intimidado, tanto que fiquei mais dois anos. A decisão de vir ao Rio foi profissional. Se tivesse sido intimidado eu sairia imediatamente”, respondeu o candidato.

Witzel contra-atacou, citando as investigações contra o adversário, citado em delações da Lava Jato por suposto recebimento de propina e caixa dois. “Vamos puxar a folha de antecedentes criminais do candidato aqui ao lado? Eu não tenho. Tenho currículo”, apontou o ex-juiz. Paes revidou, citando outro vídeo em que o candidato do PSC aparece ao lado de deputados eleitos do PSL, que rasgam uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em 14 de março. Witzel defendeu-se, alegando não ter percebido o que acontecia no momento e comprometeu-se a trabalhar para resolver o caso.

Sobre Bolsonaro, Paes, que apoiou o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, fez elogios ao programa do candidato do PSL para a segurança pública e a economia. “Bolsonaro tem agenda importante na segurança pública, que é importante para nós. Nessa agenda prioritária a gente se aproxima. Não me aprofundei muito nas agendas econômicas. A agenda colocada pelo Paulo Guedes é a agenda daquilo em que acredito: mais liberal, mais concessões, mais PPPs”, disse o democrata. Já Witzel afirmou que pretende implementar parte do programa dele na segurança, se eleito. Acrescentou que dará autorização para a polícia abater criminosos portando fuzis.

Hoje, às 22h30min, os dois candidatos participam de debate na TV Bandeirantes, em Botafogo, no Rio. Já Paes, às 10h, se reúne com a diretoria do Flamengo, na Gávea.

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