Vereadores mantêm veto ao aumento salarial de prefeito, vice e secretários de Niterói

Os vereadores de Niterói mantiveram o veto ao aumento de salário do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais da cidade que havia sido aprovado na última legislatura. Foram 16 votos pela manutenção do veto, dois pela manutenção do aumento e uma abstenção. A proposta que tinha sido aprovada ano passado, aumentava o salário do prefeito de R$ 29,5 mil para R$ 32,4 mil, um reajuste de 10%. O aumento dos secretários municipais seria ainda maior, de 34%, saindo dos atuais R$ 12,3 mil para R$ 16,5 mil.

A polêmica envolvendo o projeto se deu principalmente porque ele foi proposto pela mesa diretora da Casa, à época presidida pelo vereador Paulo Bagueira (SDD) que havia sido eleito vice-prefeito de Niterói. A proposta apresentada por ele reajustava em 10% os vencimentos do vice de R$ 25,9 mil para R$ 28,5 mil.

Em seu último dia no governo, o então prefeito Rodrigo Neves (PDT) vetou o aumento e assim ficou a cargo da Câmara manter o veto e congelar os salários, ou derrubar o veto e conceder o aumento. Além de atingir diretamente os salários do primeiro escalão do governo, se aprovada a poderia ainda teria um efeito cascata em todo o serviço público municipal.

Votaram a favor do veto Andrigo (SDD), Atratino (MDB), Binho Guimarães (PDT), Dado (Cidadania), Casota (PSDB), Douglas Gomes (PTC), Daniel Marques (DEM), Dr. Nazar (MDB), Fabiano Gonçalves (Cidadania), Jhonatan Anjos (PDR), Paulo Eduardo Gomes (PSOL), Renato Cariello (PDT), Veronica Lima (PT) e Professor Tulio (PSOL). Contra o veto e a favor do aumento votaram os vereadores Folha (PSB) e Emanuel Rocha (Solidariedade). O presidente da Casa, Milton Cal, não votou.

Emanuel Rocha justificou seu voto dizendo que os vereadores de Niterói estão sem aumento desde 2008 e que ninguém cria caso quando o aumento é de outras instâncias do poder público. “Votei pelo aumento ano passado e votei de novo. Eu não tenho medo, porque isso não me elege”, afirmou Rocha.

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