Vereadores criticam governador Cláudio Castro por causa do Niterói Presente

Parlamentares niteroienses questionam omissão do chefe do Executivo Fluminense

O fim do contrato que garantia a participação de 30 agentes no programa Niterói Presente na cidade foi motivo de fortes críticas ao governador Cláudio Castro por parte dos vereadores niteroienses. O primeiro a falar contra a medida foi Fabiano Gonçalves (Cidadania). Citando reportagem do jornal A Tribuna, o parlamentar salientou que o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Paulo Henrique, já ‘vinha batendo à porta do governo estadual” há dois meses falando sobre a necessidade da importância da renovação.

“Isso me preocupa muito, pois qual vai ser o futuro do programa Niterói Presente? Quero crer que o governador Cláudio Castro não fez isso como uma retaliação a Niterói, porque ele governa o estado inteiro e é inconcebível ele retaliar a população niteroiense não renovando o contrato desses agentes porque o ex-prefeito Rodrigo Neves é candidato a governador no ano que vem. Se for o caso, temos que nos levantar contra isso e ir até a sede de governo, no Palácio Laranjeiras, e exigir uma audiência pública pelo fato de nós sermos parte desse estado”, afirmou Gonçalves, que chegou a salientar que faria até um “levante” se fosse preciso.

Renato Cariello (PDT) foi outro que também criticou duramente a medida. Relembrando que o programa foi fruto de uma iniciativa do ex-prefeito Rodrigo Neves, o vereador disse que a iniciativa era uma forma de valorizar a classe policial durante o auge da crise financeira que atingiu o estado do Rio, prejudicando os servidores públicos, incluindo os da segurança.

“Durante o período em que o estado não pagava o 13º e atrasava salário, o município de Niterói criou um sistema de bonificação que valorizou e reconheceu o trabalho desse profissional de segurança que integrava o Niterói Presente. Tivemos o sistema de premiação de metas, bonificação para o policial que mais auxiliava na redução de índices de criminalidade e conseguimos praticamente acabar com o ‘bico’, pois o policial que conseguia fazer suas obrigações na hora de folga tinha todas as condições de serviço dignas como se estivesse de serviço. Mas esse governador insano e irresponsável não autoriza a celebração de um convênio tão esperado pela categoria policial”, argumentou Cariello.

De acordo com a prefeitura, o motivo pela descontinuidade da iniciativa é a demora em a Secretaria de Estado de Governo (Segov) enviar a redação final do novo vínculo. Ao todo, certa de 30 agentes do efetivo fixo foram afetados pelo problema. Eles são responsáveis pela operacionalização do patrulhamento. Procurado, o governo do estado informou que vai se pronunciar detalhadamente sobre o tema “nos próximos dias”, mas adiantou que Niterói “não terá perda no policiamento”.

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