Vereadora de Niterói luta pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Anderson Carvalho

As sessões plenárias na Câmara Municipal de Niterói só serão retomadas no dia 15 de fevereiro, mas, nos bastidores, os vereadores que não integram a Mesa Diretora disputam as 16 comissões permanentes. Espera-se uma definição no início do próximo mês. Uma das mais disputadas é a Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente, que na legislatura passada era presidida por Renatinho (PSOL), hoje, 2º suplente do partido. A vereadora Talíria Petrone (PSOL), a mais votada da cidade, reivindica o comando da comissão, mas, a legenda, por ter a bancada reduzida de três para dois vereadores, pode perdê-la.

“Eu tenho um histórico de dez anos de militância pelos direitos humanos. Desde que me entendo como mulher e negra, luto por igualdade de direitos entre homens e mulheres, contra o racismo, pelas pessoas moram em favelas e contra a lgbtfobia. Além da educação, após anos de militância no Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino,o Sepe, de Niterói. Além da presidência da Comissão de DH, lutamos por uma vaga como membro da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e Formação Profissional”, explicou Petrone, que tem 31 anos, é professora de História licenciada da rede pública municipal do Rio e mora no bairro de Ponta da Areia.

Empossada em 1º de janeiro, na segunda semana do mês a psolista comprou a primeira briga. Entrou com representação no Ministério Público Estadual contra o Artigo 6º da Lei 3234/2016 (Plano Municipal de Educação), que proíbe o debate sobre gênero e diversidade nas escolas da rede pública de Niterói. “Vamos enfrentar ainda a intolerância religiosa, lutar pelo direito à moradia e ver como está o ensino de História da África nas escolas, como determina a lei federal 10.639”, contou a vereadora.

Outro psolista que luta para continuar na presidência de uma comissão é Paulo Eduardo Gomes, que preside a Comissão de Saúde e Bem Estar Social há quatro anos. A comissão é cobiçada também por Paulo Velasco (PT do B), que é médico.

Procurada, a Câmara respondeu que não tem nenhuma definição ainda sobre as comissões e que uma reunião dos vereadores com o presidente Paulo Bagueira (SD) será marcada nos próximos dias.

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