Vereador de Itaboraí denuncia falta de transparência na Câmara

Anderson Carvalho

O vereador Edinho (PMN) está em pé de guerra com os demais colegas da Câmara Municipal de Itaboraí. Ele apresentou requerimento à Mesa Diretora da Casa pedindo o extrato bancário com as despesas, notas fiscais, recibos, formas de pagamento e processos licitatórios dos exercícios financeiros de 2013, 2014, 2015, 2016 e este ano até o mês de maio. Como encontrou resistência por parte do Legislativo em votar a solicitação, teve que obter liminar na Justiça para que o requerimento fosse votado. O que ocorreu na sessão plenária da última segunda-feira. Porém, 12 parlamentares votaram contra e apenas ele votou pela aprovação. Joana Lage (PTB) faltou e o presidente Sandro Construforte (PMDB) só vota quando há empate.

Em discurso no plenário da Câmara, Edinho denunciou intimidação e afirmou que não irá recuar. “Os vereadores não lêem o regimento da Casa. A gente ganha R$ 10 mil de salário e tem o direito de se manifestar na tribuna. Não me venham com intimidações. Não tenho qualquer tipo de envolvimento com empresário ou secretário. Fiz requerimento pedindo o extrato bancário do legislativo. Um direito como a qualquer cidadão. Tive que recorrer à Justiça. Eu vim em busca de paz, mas, se quiserem guerra, terão”, ameaçou.

O parlamentar ainda pediu no requerimento o total de gastos com um periódico local para a publicação dos atos oficiais da Casa. Na justificativa, Edinho disse que recebeu denúncias de que os custos os serviços de publicações doa atos da Câmara têm uma “discrepância exorbitante” entre os anos de 2013/2014 para os anos de 2015/2016. De acordo com o vereador, as contas bancárias da Câmara não estão protegidas pelo sigilo bancário.

A assessoria do Legislativo informou que os documentos pedidos por Edinho estão no prédio da Câmara, que se encontra interditado pela Defesa Civil Municipal desde meados de abril e o Corpo de Bombeiros não teria ainda como garantir a segurança dos servidores que fossem ao local para pegar os extratos pedidos pelo parlamentar. Somente com a liberação da antiga sede é que o pedido poderá ser atendido.

A respeito do prédio, a assessoria informou que espera o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) visitar o local e apresentar projeto de reparos do edifício, que é tombado pelo órgão.

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