Vereador de Araruama assassinado a tiros

Mais um vereador foi morto a tiros na Região dos Lagos. Dessa vez, na noite de domingo (8),
Ciraldo Fernandes da Silva (DEM) foi baleado e morreu em frente a um bar, em Araruama. Prefeita decretou luto de três dias no município. Fernandes tinha 57 anos, e foi assassinado no bairro da Fazendinha. Foi o segundo político morto no município em 2019. O caso passou a ser investigado pela 118ª DP.

Testemunhas disseram que a vítima foi atacada por dois homens que passaram de motocicleta, em frente ao bar. Ciraldo exercia seu quarto mandato, e nas eleições de 2016 foi o terceiro mais votado de Araruama, com 1.904 votos. No mês de maio, o ex-vereador Sérgio Cunha de Andrade, o Serginho da Lotada, foi morto a tiros na Rodovia RJ-138. O crime aconteceu no mesmo bairro, onde Ciraldo foi morto no domingo. Ciraldo era proprietário de uma loja de materiais de construção na cidade, e o assassinato ocorreu por volta das 20 horas.
O presidente do Democratas no Rio, César Maia, lamentou a morte de Ciraldo.

“O Democratas do Rio de Janeiro lamenta profundamente a morte do vereador Ciraldo Fernandes da Silva, de Araruama, na Região dos Lagos, assassinado na noite de ontem, domingo, dia 8 de setembro de 2019. O partido se solidariza com a dor de familiares e amigos e expressa as mais sinceras condolências”. No dia 22 do mês passado, dessa vez em Maricá, o vereador Ismael Breve (também do DEM), de 59 anos, e seu filho, o advogado Thiago André Marins, de 33 anos, foram assassinados a tiros durante a madrugada, dentro da residência da família, na Rua Agrípio Luiz da Costa, no bairro Zacarias.

O vereador foi atingido por três tiros e seu filho, por seis disparos. A mulher do vereador, que também estava no interior do imóvel, nada sofreu. De acordo com informações, que a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí passou a checar, o alvo dos assassinos não seria o vereador, mas sim seu filho. Ismael exercia seu primeiro mandato como vereador e o crime de latrocínio (roubo seguido de morte), foi descartado pela DHNSG, que investiga o caso como crime de execução. Também em Maricá, a especializada investiga o assassinato de dois jornalistas. Em junho deste ano, o jornalista e proprietário do portal de notícias ‘Lei Seca Maricá’, foi assassinado no município. No dia 25 de maio,o dono do Jornal Maricá, Robson Giorno, de 45 anos, foi executado perto de casa. Os dois eram conhecidos por noticiar fatos políticos da região. A polícia ainda continua sem pistas sobre as autorias e motivação das mortes.

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