Vendas pela internet ganham destaque até nas redes sociais

Geovanne Mendes –

Quem nunca se deparou com a seguinte dúvida: comprar ou não um determinado produto usado em sites de vendas direta, ou seja, de consumidor para consumidor. Antigamente, a forma mais comum de realizar este tipo de transação era através dos chamados brechós. Hoje em dia este mercado está em baixa devido às plataformas digitais de vendas. No Brasil, a OLX, por exemplo, registrou aumento de 24,9% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2016, vendendo 14 milhões de itens – mais de 50 vendas por minuto.

A advogada Ângela Moreno, de 37 anos, moradora de Santa Rosa, na zona sul de Niterói, sabe bem dos benefícios de comercializar pelas plataformas digitais. Ela precisou de apenas três horas para vender dois móveis usados, que deram lugar a novos itens do quarto de seu filho Mateus, de 10 anos.

“Eu estava desesperada para vender os móveis do quarto do meu filho, pois queria comprar outros mais novos e modernos. Até que o meu esposo me sugeriu a internet. Eu nunca havia vendido antes desta forma e inacreditavelmente consegui negociar com um valor interessante os móveis. Resultado: com o sucesso da venda consegui comprar os novos móveis do meu filho”, comenta a advogada.

Outra forma de comprar e vender produtos usados que caiu na graça do brasileiro são as chamadas comunidades de “Desapego” nas redes sociais. Só em Niterói as três maiores somam 40 mil membros, que vendem de tudo, de móveis para a casa a roupas para bebês e crianças.

A dona de casa Sueli Fonte, de 55 anos, usa com frequência as comunidades de desapego na cidade para esvaziar o chamado quartinho da bagunça, onde acaba guardando itens domésticos que não utiliza mais e assim abre espaço para novas aquisições.

“Eu sempre entro na comunidade Desapego do Facebook para vender coisas que não quero mais. Semana passada vendi uma torradeira por R$ 50 e saí no lucro porque ela iria para o lixo e só assim consegui fazer dinheiro, E detalhe, em menos de 24 horas”, comenta.

Sem dúvidas as categorias que tiveram maior número de negociações foram as de Eletrônicos e Celulares, com 4.524.141 produtos comercializados – um crescimento de 31,8% em comparação ao primeiro semestre de 2016. A categoria foi impulsionada pelos telefones celulares que, sozinhos, venderam 41,2% a mais do que no ano passado. O comércio de celulares usados cresceu em todos os estados, movimentando R$ 933.112,00 em compra e venda pela plataforma digital – 31,3% acima dos seis primeiros meses de 2016.

Mas, de acordo com a especialista em finanças, a coaching Diana Reis, o consumidor tem que ficar de olhos atentos para não ter dor de cabeça na hora de comercializar pela internet.

“Esse novo formato de negociação está crescendo demais nos últimos tempos e principalmente durante a crise, pois se o consumidor precisa do produto e não tem dinheiro para o novo que vende na loja acaba recorrendo ao mercado secundário. O grande problema nesse tipo de compra é que a atenção precisa ser redobrada, pois na maioria das vezes não existe garantia e o pior, você pode comprar e nunca receber. Nesse cenário eu aconselho quatro passos para você não cair no conto do vigário: 1 – Pesquise sobre outras vendas feitas por esse possível vendedor e veja o que estão falando dele; 2- Desconfie de produtos muito novos com preços muito baixos; 3- Pesquise o mesmo produto com vários vendedores; 4- Verifique se há congruência entre o endereço, telefone e redes sociais do vendedor”, alertou.

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