Vendas e contratações já apresentam melhora no comércio de Niterói

Raquel Morais –

O segundo semestre de 2017 já começou positivo para empresas e empregados. Para quem está procurando entrar no mercado de trabalho, especialistas apontam que esse é um bom momento. O Indicador Antecedente de Emprego, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou essa melhora do mercado de trabalho. E em Niterói não seria diferente. Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) apontam o aumento de 15% na demanda de empresas procurando novos empregados, através da entidade. Comerciantes da cidade estão otimistas com a época: melhor em contratações e nas vendas.

Para o vice-presidente da CDL-Niterói, Luis Vieira, isso significa que as empresas estão acreditando nesse momento. “Em índices muito pequenos está acontecendo essa melhora. No sistema de balcão de emprego da CDL-Niterói houve aumento de 15% na procura por funcionários. As empresas estão voltando a contratar e isso também acontece pois o segundo semestre do ano normalmente as vendas aquecem. Teremos Dia dos Pais, das Crianças e Natal, por exemplo”, apontou.

A gerente na Nick Festas, no Centro, Nathália Fernanda, disse que percebe esse positivismo na loja que vende artigos de festas. “O ramo ajuda, pois hoje em dia todo mundo comemora datas festivas com enfeites e no mínimo um ‘bolinho’. No início de agosto contratamos uma vendedora nova e esperamos poder fazer mais isso. Temos um banco de currículo e queremos fazer muitas contratações”, comemorou otimista.

Maicon Monteiro, vendedor da Marcobene, no Centro, também nota um aumento nas vendas na loja de produtos naturais em que trabalha. “Quando lembro de janeiro e vejo agora, a mudança é significativa. Esses produtos naturais são muito procurados pelas pessoas que estão preocupadas com uma alimentação melhor. Mas confesso que no início do ano a situação ficou muito crítica”, lembrou.

Segundo a FGV, o indicador avançou 1,5 ponto em julho, alcançando 98,4 pontos, depois de duas quedas consecutivas. Ele é calculado em uma escala de zero a 200 pontos, com base na expectativa de consumidores e de empresários da indústria e dos serviços em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses. No trimestre, no entanto, o indicador acumula queda de 0,7 ponto. Segundo a FGV, apesar das quedas dos dois meses anteriores, o índice antecedente de emprego continua em nível elevado, já que ainda existe forte otimismo em relação à geração de empregos na economia brasileira.

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