Vendas de doce para Cosme e Damião foram baixas

Aline Balbino

O tradicional Dia de São Cosme e Damião não foi tão doce este ano. A data foi marcada por mercadorias encalhadas este ano. Os fatores que brecaram os estoques são dos mais diversos: crise econômica, greve dos bancários, atrasos em salários de servidores, segurança pública entre outros. Os altos índices de violência e o medo dos pais em deixarem as crianças na rua pegando doces fizeram com que muita gente deixasse de fazer os famosos saquinhos de doce. Na loja Cia do Doce, no Centro, as vendas também foram aquém do esperado.

Alguns lojistas chegam a dizer que a queda foi de 40%, comparando com o ano passado. Segundo Marcelle Veloso, gerente da Loja São Paulo, no Centro, as vendas foram fracas e muitos consumidores que se esforçaram para cumprir a promessa decidiram gastar menos.

“Tínhamos clientes que compravam 300 saquinhos e este ano compraram apenas 50. A tradição continuou, mas muito fraca. Muitas pessoas estão com medo de deixar seus filhos irem para a rua pegar doces como era antigamente por causa da violência. Em 53 anos de loja, esse é o pior Dia de Cosme e Damião que tivemos”, disse.
Ela acredita que o crescente número de evangélicos causou uma pequena queda nas vendas. Mas nada que não pudesse ser revertido. Só em Niterói há 97 mil evangélicos, o que representa 20% da população da cidade.

“Muitos crentes compram os doces para o Dia das Crianças. Isso tem acontecido com frequência. As datas são trocadas. As vendas esse ano foram baixas porque além de tudo, estamos com greve dos bancários, servidores com salários atrasados e porque é final de mês”, disse.

Segundo Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), as vendas de doces por ocasião das homenagens a Cosme e Damião tiveram, em média, volume semelhante ao ocorrido no ano passado.

“Num olhar mais amplo, pode-se dizer que se repetiu a tendência geral de se optar por compras de menor preço, em função do momento de crise econômica atravessado pelo país. Porém vale acrescentar que, aos poucos, o quadro está apresentando sinais de melhora, o que é muito bem-vindo para todos os comerciantes”, diz Charbel Tauil, presidente do Sindilojas Niterói.

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