Veleiro vai ser sucateado

O veleiro Full Time (significa tempo integral, em inglês), que encalhou na altura da Pedra de Itapuca, entre a Praia de Icaraí das Flechas, continua no local. Um técnico da Secretaria de Conservação de Serviços Públicos (Seconser) esteve nessa manhã fazendo uma vistoria na embarcação para avaliar os riscos. A pasta fez contato com o proprietário, que alegou ter perda total do barco, e a Prefeitura de Niterói vai mandar um caminhão muque, isolar o local para a retirada do barco em pedaços.

O biólogo Alexandre Moraes, da Seconser, explicou que o veleiro encalhou de tal forma nas pedras, que não será possível ser rebocado. “A vistoria foi para saber se a gente conseguiria fazer o resgate dessa embarcação, o problema é que não é mais possível uma retirada pela água pelo rompimento que já houve no casco. Só consegue fragmentar e tirar em pedaços. A parte que está perigosa é o mastro que nós temos uma janela de pouquíssimo tempo por causa de uma ressaca que vai entrar nesse final de semana“, detalhou.

Alexandre Moraes, da Seconser, fez vistoria no local

O especialista ainda frisou que não existe risco de dano ambiental com vazamento de óleo. “Os veleiros normalmente navegam com o vento. Tem motor mas não tem risco de dano ambiental”, garantiu.

A aposentada Sueli da Silva, 65 anos, acha que tinham que tentar recuperar esse barco. “Eu fico com uma pena de ver esse veleiro abandonado. Fico pensando quanta história já passaram com ele. Acho que deveriam recuperar ele e consertar”, contou.

Sueli da Silva observa o barco encalhado

Parte da estrutura metálica do calçadão da Praia de Icaraí está danificado e a placa indicativa de animais marinhos está quebrada pelo impacto do mastro da embarcação.

A embarcação estava ancorada na Urca e se soltou durante a madrugada do dia 12 de maio, atravessou sem comando a Baía de Guanabara e encalhou em Niterói. Não havia ninguém à bordo. O casco ficou danificado depois de bater várias vezes nas pedras. Por isso, o interior está inundado.

Na quinta-feira (12) a Guarda Ambiental de Niterói esteve no calçadão preservando o local, pois a área da Pedra de Itapuca faz parte do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit).

A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) informou que realizou a identificação do veleiro assim que soube e contatou o proprietário para que façaa retirada da embarcação do local. A equipe de Inspeção Naval da CPRJ fará o acompanhamento de todo o procedimento, garantindo a manutenção das condições da segurança da navegação.

A Marinha do Brasil acrescentou que a CPRJ fiscaliza e ordena, diariamente, o tráfego aquaviário nas águas interiores e no litoral do Rio de Janeiro, a fim de garantir a segurança da navegação, a proteção da vida humana no mar e a prevenção da poluição ambiental provocada por embarcações,

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