Vaga extra para Natal já começa a ser disputada em Niterói

Raquel Morais –

A proximidade do Natal deixa ansiosos os dois lados de uma negociação comercial: empresários e empregados. Em ano de crise, os comerciantes estão comedidos para contratações extras. Enquanto isso, uma oferta de mão de obra cresce a cada dia em Niterói e os gerentes e donos de empresas percebem o aumento da procura pela tão sonhada vaga de emprego. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas 15% dos comerciantes vão reforçar equipe.

Em Niterói, o reforço está a passos lentos, com muita cautela pelos empresários. Segundo o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL Niterói), Luis Vieira, as empresas começarão a admitir a partir da segunda quinzena de novembro e a expectativa de vendas é de 5,5% de crescimento em relação ao ano passado. A gerente de uma loja de festas no Centro de Niterói, Nathália Araújo, disse que recebe pelo menos um currículo por dia. “As pessoas estão procurando mais empregos no final do ano. Essa época é quando mais recebemos pedidos de emprego”, comentou.

Elisângela Santana é dona de uma loja de roupas no mesmo bairro e também percebe essa demanda maior. “Esse ano vamos contratar uma funcionária extra. Mas até o dia 10 de dezembro podemos contratar mais uma. Vamos aguardar e ver como serão as vendas. A situação está difícil e se eu pudesse teria mais funcionários, mas é muito complicado para o empresário fazer contratações”, explicou. A empresária afirmou que os presentes de Natal variam em torno de R$ 50. “Os clientes querem comprar lembrancinhas para a data não passar em branco”, reforçou.

Segundo dados do SPC Brasil, 55% dos empresários entrevistados procuram profissionais que tenham até 34 anos e 44% esperam que o novo funcionário tenha pelo menos o ensino médio completo. Há também uma preferência por mulheres (52%). Para 27% o gênero não importa na hora da contratação.

“As contratações temporárias são uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego ou para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. O profissional que tiver a oportunidade de ser contratado nessa época deve mostrar empenho e encarar a experiência não apenas como um trabalho temporário, mas como uma oportunidade para se estabelecer no mercado de trabalho”, orientou Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

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