Vacinas importantes para recém-nascidos estão em falta nos postos de saúde da região

Raquel Morais –

Em tempos nas quais doenças tidas como do passado estão voltando com força, como o sarampo, os postos de Saúde de Niterói, São Gonçalo e Maricá estão passando por desabastecimento de vacinas importantes, como a pentavalente, que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por HiB, e a DTP, que previne contra difteria, tétano e coqueluche. Elas são aplicadas aos dois meses do bebê e na gestante e aos 15 meses da criança, respectivamente. O Ministério da Saúde, responsável pela distribuição, informou que a pentavalente deve ser normalizada a partir de setembro, mas a DTP não tem prazo para regularização.

Na Policlínica de Especialidades Sylvio Picanço, no Vital Brazil, Policlínica Regional Doutor Guilherme Taylor March, no Fonseca, Policlínica Regional Itaipu Assistente Social Maria Aparecida da Costa, em Itaipu, na Região Oceânica, todas em Niterói, faltam as duas vacinas.
A jornalista Renata Sena, de 31 anos, já está preocupada com o abastecimento das doses da vacina pentavalente. “Meu bebê vai completar dois meses daqui a uma semana e vou ter que procurar um posto de saúde que tenha a dose. Essa é uma situação muito delicada, pois não é indicado ficar saindo com um recém-nascido na rua a toa. Muitas vezes não somos atendidos pelo telefone e isso é uma contramão muito grande. Espero que esse abastecimento seja regulado o quanto antes”, contou a mãe do pequeno Tiago.

Em Maricá a rede também está desabastecida para a pentavalente e em São Gonçalo a prefeitura informou que a Secretaria de Estado de Saúde emitiu uma nota informativa comunicando que as doses de pentavalente e DTP para o mês de setembro não possuem previsão de chegada e aguarda posicionamento do Ministério da Saúde. Até agosto os repasses foram realizados.

A Fundação de Saúde (FMS) de Niterói informou que no último mês houve um abastecimento parcial das doses da Pentavalente e DTP, mas que se esgotaram antes do previsto. A FMS já pediu novas remessas. Já a Prefeitura de Maricá pontuou que a única não disponível é a pentavalente.
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) estadual esclareceu que a última remessa da vacina pentavalente ocorreu em julho e as doses estão sendo entregues, conforme agendamento prévio feito pelos municípios. Já sobre a DTP, a Subsecretaria acrescentou que a vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e que aguarda nova remessa. Já o Ministério da Saúde informou que este ano já encaminhou mais de 230 mil doses da pentavalente para o Estado do Rio. Para ofertar a pentavalente, o Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), uma vez que não existe laboratório produtor no país. A previsão é que a distribuição seja normalizada a partir de setembro. Sobre a DTP, neste ano foram enviadas mais de 150 mil para o Rio. A distribuição foi reduzida devido a um problema de variação de temperatura das doses no transporte para o Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aguarda parecer da Opas para avaliar a liberação do produto. Assim que as doses estiverem disponíveis, a distribuição será regularizada.

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