Vacinação contra gripe termina na sexta e adesão é baixa

Raquel Morais –

A vacinação contra o vírus influenza (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B) reduz 70% da mortalidade em pacientes com doença pulmonar crônica. A imunização termina nesta próxima sexta-feira (26) e a intenção do Ministério da Saúde é vacinar 90% do público-alvo. Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam para a importância da campanha. Em São Gonçalo já foram imunizadas 77.688 pessoas, o que corresponde apenas 36% da meta. Os idosos foram os que tiveram a maior cobertura, com 44% somando 53.797 doses, de acordo com a administração municipal.

As prefeituras de Niterói, Maricá e Itaboraí também foram questionadas sobre a quantidade de doses aplicadas, mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição. A vacinação contra a gripe começou no dia 17 de abril e estudos comprovam a redução entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza, segundo Fiocruz.

Dados do Ministério da Saúde apontam também que já foram vacinados 30,6 milhões de brasileiros. Ainda segundo a nota esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. O público-alvo da campanha no país, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 58,2% foram vacinados. “É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destacou Carla Domingues, coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

A Prefeitura de São Gonçalo informou em nota que tem como meta imunizar 90% do público-alvo, o equivalente a 183.719 mil gonçalenses, da zona urbana e rural do município. Após a data, o município continuará realizando a imunização até acabar o estoque.

PÚBLICO ALVO
A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

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