Vacinação contra febre amarela será reforçada na Região Oceânica

Wellington Serrano –

O temor de que o vírus da febre amarela esteja circulando dentro da Região Oceânica ganhou reforço depois que dois casos estão em investigação em Niterói. Isso levou a Prefeitura de Niterói a realizar mais um Dia D de vacinação, neste sábado (10), no bairro do Engenho do Mato. Por enquanto, a Secretaria Estadual de Saúde só confirmou a morte de um macaco infectado por febre amarela na cidade. Este é o primeiro animal morto por causa da doença no estado em 2018.

No início do mês, Monica Astigarreta, de 51 anos, moradora do mesmo bairro, que estava internada desde a segunda quinzena de fevereiro com suspeita da doença, faleceu no Hospital Icaraí, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. A suspeita é de que ela e o marido, Dario Leal, de 55 anos, que também deu entrada na unidade, tenham contraído a doença durante uma viagem para Ilha Grande, em Angra dos Reis, durante o Carnaval. Com um quadro similar ao da mulher, Dario foi transferido no último fim de semana para o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, na Região Central do Rio.

No Engenho do Mato, as ações da Zoonoses também deverão ser intensificadas. Segundo a presidente da Associação de Amigos e Moradores do Engenho do Mato (AAMEM), Simone Siqueira, a medida busca eliminar focos do Aedes aegypti, já que o mosquito pode transmitir a febre amarela em ambientes urbanos.

Além disso, a situação vacinal dos moradores da região será verificada durante a feira mensal que é organizada pela AAMEM dos produtores e artesãos locais. “Devido a suspeita do falecimento de uma moradora de febre amarela, conseguimos mobilizar com a prefeitura a vacinação das 8h às 12h. Teremos ainda a presença do secretário de Meio Ambiente para conscientização da importância e proteção dos nossos micos e saguis e a Clin estará recolhendo nas ruas mapeadas pela associação o lixo que não é levado, como pneus, entulhos, móveis velhos, etc”, disse Simone.

Com relação à febre amarela na região, a Fiocruz esclarece que os casos são silvestres, ou seja, são transmitidos por outros mosquitos (Haemagogus e Sabethes), não pelo Aedes aegypti.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

6 + sete =