Vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho

Anderson Carvalho

O Ministério da Saúde prorrogou até o dia 9 de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O motivo é a baixa procura pela vacina nos postos de saúde em todo o país. No estado do Rio de Janeiro, até o último dia 23, menos da metade do público-alvo havia sido imunizado. Apenas dois dentre os 92 municípios fluminenses atingiram a meta de vacinar 90% das pessoas. Em 32 cidades, a cobertura vacinal informada pelas secretarias municipais de Saúde está abaixo de 40%, o que preocupa as autoridades de saúde pública. Neste ano, em todo o estado, nove casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por vírus da gripe já foram registrados, sendo seis óbitos. Em Niterói, 53% foram vacinados e em Maricá, 50%. Já em São Gonçalo, menos da metade.

“Estamos em um momento fundamental para a prevenção. O aumento da circulação do vírus Influenza B vem sendo observado e é importante que a nossa população esteja imunizada antes da chegada do inverno e das temperaturas mais baixas. A imunização não é importante apenas para que a própria pessoa se proteja, mas também para sua família e para a sociedade”, reforçou o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

A meta do estado é vacinar cerca de 4,5 milhões de pessoas que compõem o público alvo: são grupos prioritários os idosos a partir dos 60 anos, crianças de seis meses a menos de cinco anos de idade, as gestantes, as mulheres com até 45 dias do parto, os trabalhadores da saúde e os indígenas, os professores das redes pública e privada, trabalhadores do sistema prisional, adolescentes privados de liberdade e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis.

Em Niterói, a vacinação continua sendo administrada de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, nas unidades da rede básica de saúde. No município foram aplicadas 91.096 doses até o momento. Desses, 76.688 (53.67%) do grupo prioritário e 14.408 pacientes com doenças crônicas.

A secretária de Saúde, Maria Célia Vasconcellos, alerta para a importância da vacina e convoca a população. “A imunização reduz o número de internações, complicações e mortes em decorrência de infecções causadas pelos vírus da doença, portanto é fundamental que as pessoas que fazem parte dos grupos tomem a vacina.”, orienta Maria Célia, explicando que a vacina é fabricada com partículas inativadas dos vírus H1N1, H3N2 e B e, portanto, é incapaz de produzir a doença.

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