Vacinação atinge apenas um terço da população

Com o Dia D de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, que aconteceu no sábado (18), o Estado do Rio de Janeiro atingiu a cobertura de 33,39% e 31,94%, respectivamente. A campanha nacional vai até o dia 31 de agosto e todas as crianças de um ano a cinco anos incompletos devem se vacinar, independente da situação vacinal.

Até agora, foram aplicadas 259.335 doses contra a poliomielite e 271.038 contra o sarampo no Estado do Rio, mas a meta é imunizar cerca de 812 mil crianças até o fim da mobilização. Os dados de doses aplicadas são preliminares já que as informações são inseridas em sistema pelos municípios.

Em 2017, no Estado do Rio, a cobertura vacinal contra o sarampo foi de 95% e contra a poliomielite essa taxa ficou em 86%, em crianças com um ano de idade. A meta é imunizar 95% do público-alvo.

Em palestra na Academia de Medicina do Estado, a pediatra Tânia Petraglia, titular da Acamerj e presidente do comitê de Infectologia da Soperj (Sociedade de Pediatria do Estado do Rio), falou do atual momento que o país vive e o cenário de risco para o surgimento de doenças controladas por vacinação, devido às baixas coberturas vacinais. Segundo ela, as causas para a baixa adesão são muitas, desde fake news, falta de percepção da gravidade das doenças por já estarem controladas há muitos anos, horários de funcionamento dos postos que não contemplam a nova realidade das famílias até a rotatividade de funcionários, etc.

Ela disse que os casos de sarampo vêm aumentando desde a introdução da doença nos estados de Roraima e Amazonas por venezuelanos e daí para outros estados do país. “São mais de 800 casos confirmados de sarampo no Brasil e muitos outros ainda sob investigação, porém isso só está ocorrendo porque a população não está adequadamente vacinada, a despeito da disponibilização da vacina nos postos de saúde para crianças de 12 meses de idade até adultos com 49 anos”, afirmou a pediatra.

“Diante do exposto, a vacinação é o meio mais eficaz para o controle dessas doenças citadas e o Brasil necessita alcançar altas coberturas vacinais (95%), para que não ocorram surtos de doenças previamente controladas ou eliminadas do país. O PNI cumpre seu papel de disponibilizar as vacinas e todos também devem fazer a sua parte, vacinando nossas crianças”, concluiu a médica.

(Colaborou Wellington Serrano)

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