Vacina de vento: como saber se há mais vítimas?

Quinta-feira, 18, foi meu aniversário. Uma data que, em sua essência, me comove por razões cósmicas, espirituais, familiares, afetivas. Nasci numa sexta-feira de carnaval e minha mãe conta que o calor infernal era compensado pelo alarido delirante dos blocos carnavalescos que passavam em frente a maternidade.

Nasci na Tijuca, Rio, mas com dois dias fui trazido para Niterói. Nos anos 1980 recebi o título de Cidadão Honorário de Niterói do então amigo e vereador Sérgio Marcolini e é provável que eu seja tão niteroiense quanto os mais apaixonados.

Por todo esse profundo afeto que sinto pela cidade e, logico, por seus habitantes, está difícil digerir o episódio da aplicação da “vacina de vento” no drive thru da UFF, no Gragoatá, por uma auxiliar de enfermagem. Ela foi filmada por uma pessoa quando aplicava uma dose de vacina sem conteúdo em um idoso de 90 anos. Com as imagens, constatou-se a irregularidade.

Para a polícia, foi de propósito. O delegado titular, da 76ª DP disse que “é provável que esse material seria desviado, talvez até aplicado em outra pessoa, algo realmente muito grave”. A profissional foi afastada pela Secretaria de Saúde de Niterói assim que o caso veio a público. O Conselho Regional de Enfermagem do Rio (Coren-RJ) também apura o ocorrido.

Caso se comprove que, de fato, a técnica de enfermagem agiu de má fé restam duas perguntas: como saber, em todo o país, se houve – e há – mais vítimas desse golpe sórdido (se comprovada a má intenção)?; qual o limite para a crueldade humana?

A Niterói que conheço, ou pelo menos conhecia, tinha uma índole do bem. Terra de muito bate papo nas esquinas, terra de grupos de amigos, de bandos, como os temiminós de Arariboia que fundaram a cidade. De uns tempos para cá, a cidade foi atirada no noticiário da infâmia por crimes que pouco ou nada tem a ver com o seu genoma.

Desde o segundo mandato de Lula na presidência o Brasil iniciou um gritante processo de deformação coletiva de comportamento e caráter. Educação e cultura era frutos de deboche do presidente petista que protagonizou o maior assalto aos cofres públicos da história do país. Um dano moral, cultural, social que levou milhões de brasileiros a votarem no atual presidente que pegou um país dividido e fez questão de arromba-lo ainda mais.

Enquanto os mortos por Covid 19 chegavam perto de 245 mil brasileiros(desgraçadamente a quantidade de mortes diária não baixa) o presidente comemorava seu decreto liberando mais armas que, como se sabe, são ferramentas de morte. Quanto as vacinas, ferramentas de vida, o presidente deixa claro que quer que se dane e a vacinação é essa baderna que está aí. Ele sempre menosprezou a Covid 19, desde o início da pandemia. Diante desse pronto de vista, aplicar vacina de vento em idosos “é normal”.

O presidente da república tem um poder psicológico semelhante ao das divindades. O que eles fazem são exemplos para milhões, o que não fazem idem. O presidente não usa máscaras, gosta de fazer aglomerações e o que acontece? Boa parte da população vê nisso um aval, um sinal verde, um okay e seguem o líder. Daí os milhões sem máscaras, os milhões em festas clandestinas, seguindo a orientação velada do presidente para chutarem o balde, deixar essa coisa de maricas prá lá.

Podre de berço, barrigada mal dada, alguém de má fé aplica uma injeção de vento num idoso sabendo que caso seja flagrado nada vai acontecer porque o presidente não esquenta com essas coisas. É o caso também daquele bípede mamífero parlamentar, com Q.I. de codorna (mas que sabe atirar, é PM), que ofendeu todo mundo e ainda clamou pela volta do AI-5 e acabou em seu habitat natural, a jaula. Tudo o que ele disse o presidente já havia dito, ou seja, de novo segue-se o exemplo do líder maior.

Que Deus projeta o Brasil ano que vem, 2022 porque, entre outras coisas: 1 – se o presidente perder a reeleição vai dizer que foi roubado e, de mãos dadas com os três filhos enfim dará o autogolpe de estado que sonha desde o dia em que tomou posse. 2 – ele não irá renovar a concessão da Rede Globo que vence ano que vem. Significa que a quinta maior rede de televisão do mundo vai fechar as portas (15 mil empregos diretos) ou parar no colo do bispo Macedo, com algumas migalhas para Silvio Santos que é sogro do ministro das comunicações.

Oremos.

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