Vacina da Pfizer obtém registro definitivo da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu na terça-feira (23) o registro definitivo à vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, que autoriza a importação da vacina para o Brasil. Foi a primeira vacina a obter o registro sanitário definitivo no país, mas ela ainda não está disponível. O governo informou que não comprou a vacina, por conta de uma cláusula que diz que a fabricante não se responsabiliza por efeitos adversos graves do imunizante.

As duas vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são a de Oxford e a CoronaVac, e ambas tem autorização de uso emergencial, mas não possuem registro definitivo. As duas também serão produzidas no Brasil, graças a acordos de transferência de tecnologia entre fabricantes (AstraZeneca e Sinovac) e instituições brasileiras (Fiocruz e Butantan). As negociações para compra da vacina da Pfizer não incluem transferência de tecnologia, por isso não será fabricada no país.

A vacina da Pfizer foi uma das quatro testadas no Brasil, e no início do ano a fabricante chegou a oferecer 70 milhões de doses ao governo brasileiro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses causariam “frustração” aos brasileiros, além da cláusula sobre a não responsabilização de efeitos contrários.

No último domingo (21), a pasta afirmou em nota que esperava até sexta-feira (26) uma orientação do Palácio do Planalto sobre como solucionar o impasse nas negociações das vacinas da Pfizer e da Johnson, que também pediu isenção de responsabilidade.

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