US$ 20 bi para recuperar Bacia de Campos

A Petrobras deve investir US$ 20 bilhões nos próximos 4 anos para recuperar a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O investimento é necessário porque a região de exploração de petróleo passa por um declínio natural. Ela já é explorada há 42 anos. Com a recuperação, o Estado do Rio deve receber R$ 9 bilhões a mais de royalties até 2024, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) requisitado pelo jornal O Globo.

“A maior parte do investimento previsto na Bacia de Campos será realizado em áreas localizadas no Estado do Rio de Janeiro”, declarou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Comparativamente, segundo o plano de negócios da estatal, o total a ser investido em Campos é cerca de 26% dos US$ 75,7 bilhões em investimentos da empresa previstos até 2024.
O investimento na Bacia de Campos, apesar de alto, servirá apenas para que a produção daqui a 4 anos seja a mesma que é hoje. Se os recursos não fossem aplicados, a estimativa era de que a quantidade de barris produzidos cairia pela metade nesse período. Atualmente são retirados da região cerca de 1 milhão de barris por dia de óleo equivalente.
Em 2010 o local era responsável pela produção de quase 78% do total produzido em todo o território nacional, que era de 2,4 milhões de barris/dia. Em outubro de 2019, contudo, a produção de 1,18 milhão de barris significou 31% da produção total do país, que cresceu para 3,78 milhões de barris por dia.

O prefeito de Macaé, Dr. Aluízio comentou os investimentos da estatal em suas redes sociais. “Macaé será beneficiada com a instalação de novas empresas. Emprego na veia”, comemorou.

MEGALEILÃO DO PRÉ-SAL — Em novembro, o governo federal arrecadou R$ 69,96 bilhões com a venda de 2 áreas no pré-sal na Bacia de Santos no megaleilão da cessão onerosa. O resultado frustrou a expectativa da equipe econômica, que esperava arrecadar R$ 106,6 bilhões.
A Petrobras dominou a rodada e arrematou a área mais cobiçada, Búzios. Operado pela estatal desde 2018, o campo é o 2º maior em produção de petróleo no Brasil. A empresa, que terá 90% da participação, apresentou oferta em consórcio com as estatais chinesas CNODC e CNOOC, ambas com 5%.
A empresa também levou, sozinha, o bloco de Itapu. A expectativa é que a área entre em operação em 2021. A estatal brasileira pagará R$ 1,8 bilhão em bônus de assinatura.
Sem disputa pelos blocos, a estatal ofereceu os percentuais mínimos de óleo lucro –parcela da produção a ser compartilhada com a União. Pelo modelo de partilha, esse é o único critério que define o vencedor da rodada.

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