Universitários aceleram em busca de medalhas

Anderson Carvalho –

Dentro da sala 122 do Bloco D da Escola de Engenharia da UFF, no Campus da Praia Vermelha, no bairro da Boa Viagem, na Zona Sul de Niterói, um grupo de estudantes de Engenharia Mecânica, Civil, Produção, Telecomunicações, Ambiental, Química e Elétrica, além de alguns de Física e um de Arquivologia, trabalham durante horas todos os dias na montagem de um pequeno carro, semelhante ao de Fórmula 1, para a 13ª edição da Fórmula SAE Brasil, uma competição de carros feitos por estudantes de Engenharia de todo o país. Será a décima vez que alunos da UFF participam do torneio.

O grupo da UFF compõe a Equipe Buffalo, que tenta melhorar a sua colocação no torneio – a melhor foi um oitavo lugar em 2009 –, já que os dois primeiros colocados se classificam para o mundial da Fórmula SAE, em Michigan (EUA), que ocorre em março do próximo ano. Já a edição brasileira será de 30 de novembro a 3 de dezembro. Todo ano os participantes precisam construir um novo protótipo, procurando sempre aprimorar o modelo do ano anterior. No trabalho levam cerca de doze meses. A equipe foi fundada em 2007.

Ao todo, são 47 estudantes que dividem as tarefas na montagem do veículo e arrecadação de recursos para construí-lo e a viagem para o local do torneio, em Piracicaba (SP). “O evento é uma oportunidade de botarmos em prática o que aprendemos em sala de aula. Na construção dos carros praticamos várias áreas da Engenharia. Inclusive, nos faz estudar tópicos que só são ensinados em períodos mais a frente”, contou Yuri Quintana, de 21 anos, do 5º período de Engenharia Mecânica e capitão da Equipe Buffalo. Ele participa da Fórmula SAE Brasil pela terceira vez.

Os estudantes têm um ano para construir o protótipo. Este é feito com diversos materiais, que vão desde aço comum a fibras de carbono, vidro e alumínio aeronáutico. O custo médio de um veículo é de R$ 100 mil. “Mas, estamos conseguindo fazer com vinte mil reais. Uma parte vem da UFF, porém, temos que arranjar patrocínio privado. Este ano temos vinte e oito empresas ajudando, mas, com produtos e serviços. Então resolvemos arrecadar o restante em rifas, vendendo balas em festas da faculdade e numa vaquinha online e uma mensalidade de vinte reais que os integrantes contribuem”, informou o capitão da equipe. A “vaquinha online” é pelo site . Até o momento, o grupo arrecadou R$ 2,5 mil.

Na Fórmula SAE Brasil as equipes devem construir um protótipo que será avaliado pelo design, custo e a performance na pista. A competição é dividida em basicamente três partes: Provas de Segurança (onde juízes avaliam a segurança do carro e sua coerência com o regulamento porém não valem pontos.); Provas Estáticas (onde o projeto de engenharia é apresentado e avaliado pelos juízes); Provas Dinâmicas (onde de fato o protótipo corre). Se o carro tiver uma peça solta durante as provas é desclassificado. A velocidade máxima que um atinge é de 80 km/h. Na última prova, conhecida como Enduro, o veículo deve percorrer 22 voltas em um percurso de 1 km, sem quebrar ou falhar durante o trajeto.

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