Um prédio como símbolo da regressão e do descaso reinante

Ministério das Comunicações reajusta tarifas dos Correios

O Ministério das Comunicações reajustou a tarifa dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais prestados exclusivamente pelos Correios. A correção média autorizada para este ano é de 4,2915% para serviços nacionais e internacionais. O valor corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período de janeiro a dezembro de 2020.

A portaria publicada ontem criou uma tabela de preços com base no peso do produto e de acordo com o país e localização do envio e destino. A nova tabela incidirá nos serviços como carta, telegrama, malote e Franqueamento Autorizado de Cartas (FAC) da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

O primeiro porte, para correspondências de até 20 gramas, da carta e aerograma nacional, passou para R$ 2,12. As cartas e cartões postais internacionais na modalidade econômica passam a custar R$ 1,74 na primeira faixa.

Já o telegrama nacional redigido pela internet passa a custar R$ 8,90 por página. O fonado ficará em R$ 10,74.

Os produtos como Sedex, PAC e Mala Direta não tiveram alterações na tabela de preços.

Um prédio como símbolo da regressão e do descaso reinante

Na charmosa esquina das ruas Tiradentes e Nilo Peçanha, no bairro do Ingá, as donas Darcy Vargas e Alzira Vargas do Amaral Peixoto fizeram funcionar a antiga e ativa Legião Brasileira de Assistência (LBA). Mais tarde passou a abrigar a Escola de Serviço Social, por anos dirigida pela marcante Violeta Campofiorito Saldanha da Gama, aquela senhora que, passando pela rua Miguel de Frias, viu desativado o prédio do Hotel Cassino Icarahy e apontou-o como ideal para abrigar a Reitoria da Universidade Federal Fluminense criada em 1960, pela ação estudantil e a eficiência do deputado Vasconcelos Torres, então morador na rua Pereira Nunes.

A história deixou de ser escrita, mas na fachada do prédio-fantasma há grande placa anunciando, com muita transparência, a “reforma do telhado do segundo andar do IACS”.

Muita transparência

Tudo muito claro: início em 30 de abril de 2019 e término em 30 de setembro de 2020, ao custo de R$ 46.018,50.

Tudo parecia abençoado, pois a empreiteira era a “São João São Joaquim” e tudo estava protegido pela Lei da Transparência, já que na placa estava o indicativo para os “fiscais do povo” acessaram a Ouvidoria do Governo Federal”.

A foto diz tudo: a depreciação do forro, baixo do telhado intocado.

Não há santo que dê jeito

A administração pública não tem responsabilidade e os dois santos devem estar muito ocupados com a pandemia iniciada em março do ano passado.

A UFF, contudo, muita ativa, havia acertado com a Prefeitura, em 9 de setembro de 2019, a cessão do prédio do Cinema Icaraí, comprado em parceria por R$ 17 milhões e há duas décadas esperando por reforma.

No mesmo protocolo o atual reitor, Antônio Cláudio, acertou com o então prefeito Rodrigo Neves o uso de recursos municipais para a construção da nova sede do IACS, pois a existente, na rua Lara Villela, seria vendida, com o Instituto funcionando no “campus de São Domingos”.

Haverá lugar para todos no ‘Patriota’?

Desde o encontro do presidente Bolsonaro com o ex-presidente Fernando Collor de Mello ficou definido o caminho a ser seguido por todos que usam camisas verde-amarela em manifestações comandadas pelo Planalto.

Pelo menos foi esta a interpretação aqui apresentada ao recordar que o atual senador alagoano já havia mudado o nome do PRN (Partido da Renovação Nacional) para PEN (Partido Ecológico) até chegar em 2018 ao nome “Patriota”, num arremedo ao “Deus, Pátria e Família”, dos antigos integralistas, disfarçados no extinto Partido de Representação Popular (PRP).

Um movimento popular levou Collor ao “impeachment”, após o caso PC Farias, auxiliar direto denunciado pelo irmão do presidente, Pedro Collor.

Leque de poucas palhetas

Mesmo detendo o poder, o capitão Jair Messias Bolsonaro não conseguiu legitimar as 475 mil assinaturas com firma reconhecida exigida pelo TSE para a criação de um partido novo.

Para não ficar isolado no Poder, formou uma frente com o PSL, PSC, Avante, Podemos, Republicanos (ex-PRB de Crivella, Bispo Edir Macedo e Samuel Malafia). Cedeu à força do oscilante “Centrão”, liderado pelo PP e pelo PTB.

Os filhos Flávio e Carlos se desfiliaram do Republicanos (ex-PRB) ao qual se filiaram para, logo, anunciarem o caminho para o pai: o “Patriota”.

Caminho difícil

O “leque partidário” idealizado começou a definhar após as pesquisas indicarem a queda de prestígio do presidente, sujeito a não chegar ao segundo turno em 2022.

A situação se agravou quando a resposta aos passeios de lancha, a cavalo ou de moto, tiveram como resposta as grandes manifestações multicoloridas nas ruas do Brasil, com o renascimento “Fora” fulano ou sicrano.

Vai haver uma debandada partidária, pois muitos dos atuais políticos não querem ir às ruas simbolizando o bolsonarismo vitorioso de 2018. Alguns deles até se sentiam desconfortados num partido do “Centrão”, adesista de última hora.

O povo trabalha

A economia está dando resultado, tendo permitido um belo superavit ao Governo, antes mesmo do pagamento da primeira etapa da dívida com o “leão” do Imposto de Renda.

O povo demonstra ser trabalhador e bom pagador, mas quer a vacinação em massa, demonstrando o erro do governo federal: “salvar a economia ou à saúde?”

A economia mostrou-se saudável mesmo com o atraso na vacinação.

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