Um olho no samba e outro no celular

Geovanne Mendes

O Carnaval já começou e, com isso, milhares de foliões invadem as ruas atrás dos blocos da folia. Neste momento um problema frequente das grandes cidades vem à tona: o roubo ou furto de celulares. Só no ano passado houve um crescimento neste tipo de crime de 73,55% (807) se comparado com o mesmo período de 2015, quando foram roubados 465 aparelhos, conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
Outro município que teve números alarmantes é São Gonçalo. Por lá, o crescimento deste tipo de delito chega a 77,02%. Ou seja, no município vizinho foram roubados 1.579 aparelhos em 2016, enquanto em 2015 foram levados do cidadão de bem 892 celulares.

Se a situação nos dois municípios assusta, o aumento nos roubos de telefone celular em todo estado do Rio de Janeiro é uma realidade. As delegacias registraram um crescimento de 62% quando comparados o ano de 2016 e o mesmo período de 2015. No ano passado foram roubados 19.584 celulares e em 2015 o estado registrou 12.038 roubos de aparelhos celulares.

No último final de semana quem participou do bloco Vou Zuar, que levou cerca de 15 mil foliões à orla de Boa Viagem, no Ingá, pôde sentir de perto os reflexos deste dados. Centenas de pessoas usaram as redes sociais para relatar roubos e furtos de aparelhos durante o desfile. Porém, nenhum destes desabafos se refletiu em ocorrência policial.

Especialista em Segurança Pública, o ex-comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Gilson Chagas, deu algumas dicas para que o folião curta os dias de folia sem a preocupação de ser assaltado.

“Como em toda cidade do mundo sempre vão existir pessoas mal intencionadas. Por isso eu digo para o folião: ande com carteiras de dinheiro e celulares nos bolsos da frente para evitar surpresas. As mochilas sempre voltadas para frente e para curtir a folia não precisa levar muito dinheiro ou objetos de grande valor”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *