Um dos maiores criminosos do estado morre em confronto

Considerado um dos maiores e mais procurados traficantes do estado, Fernando Gomes Freitas, o Fernandinho Guarabu, morreu, na manhã de ontem, em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPChq) que realizaram uma operação na comunidade do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, reduto do marginal que liderava a venda de drogas na região. No mesmo confronto, outros quatro perigosos bandidos também foram mortos.

Entre os mortos ainda está um criminoso apontado como “homem de confiança de Guarabu”, Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil, além do ex-PM, Antônio Eugênio, o Batoré, e os traficantes conhecidos como Piu e Logan. Na ação foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, granadas e drogas. Fernandinho Guarabu era procurado pela Justiça há cerca de 15 anos, sendo o marginal que há mais tempo estariam no comando do tráfico numa comunidade no estado.

O Disque Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levassem a prisão de Guarabu. O policiamento foi reforçado na região. Os marginais estavam num veículo que foi interceptado pela polícia e os bandidos resistiram, levando a pior no confronto que se seguiu. O porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Fliess, explicou que a corporação tinha informações sobre uma reunião das lideranças do tráfico do Complexo do Dendê, o que levou os militares a surpreender os marginais. “Uma operação planejada e coordenada pelo coronel Sarmento, do Comando de Operações Especiais (COE). Tínhamos informação privilegiada e foi feita a incursão, sempre com toda cautela para as pessoas que residem no local. Houve um confronto provocado pelos marginais que resistiram à prisão”.

Guarabu possuía 14 mandados de prisão contra crimes como associação para a prática de tráfico ilícito de substância entorpecente, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa. O criminoso também lucrava com um esquema de exploração da circulação de vans e Kombis na localidade, que cobrava R$ 330 por motorista. O ex-PM Batoré era apontado como o gerente do esquema.

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