Um cristão é morto a cada seis minutos em todo o mundo

Raquel Morais

Uma pesquisa do Centro de Estudos Novas Religiões (Cesnur) apontou que no ano passado 90 mil cristãos em todo mundo foram mortos por intolerância religiosa. O número é assustador porém menor, por exemplo, do que 2014 onde foram registradas 105 mil mortes, queda de pouco mais de 16%. E tem niteroiense que sente na pele essa discriminação e lamenta esses assassinatos.

O diretor do Cesnur, Massimo Introvigne, informou ainda que o “Center for Study of Global Christianity publicará no próximo mês suas estatísticas que falam de 90.000 cristãos assassinados por causa da sua fé, um morto a cada 6 minutos”, declarou. O levantamento apontou também que cerca de 500 a 600 milhões de cristãos em todo o mundo não podem professar a fé de modo totalmente livre.

A auxiliar de serviços gerais Alzira Barros, 39 anos, segue a religião do candomblé e já se sentiu constrangida quando pessoas se benzem (fazem o sinal da cruz) ao passar por ela vestida de branco. “Eu vejo isso claramente e me incomoda muito”, explicou. O vendedor Douglas Leite, 36 anos, segue a mesma religião e quando precisa fazer trabalho na rua sente na pele os olhares discriminatórios das pessoas. “Tem gente que atravessa a rua com medo e outros que passam de carro e gritam ‘macumbeiro’. Isso é muito chato e é uma forma de ofensa”, apontou. A dona de casa Mariana Ferreira, 27 anos, é evangélica e também já foi alvo de intolerância religiosa. “Faltam muito respeito entre as pessoas. Já ouvi muitas piadinhas por preferir ir no culto no domingo do que ir em uma festa com amigos. As pessoas não entendem as opções das outras”, reforçou.

A pesquisa mostrou que dos 90 mil assassinatos, 70% ou 63 mil, foram mortos em conflitos tribais na África. Os outros 30%, quer dizer 27 mil, morreram em atentados terroristas, destruição de vilas cristãs e perseguições do governo, como no caso da Coreia do Norte, mostrou a nota. “A intolerância é a sala de espera da discriminação, e esta, à sua vez é a sala de espera da perseguição. Na maior parte dos casos testemunharam serenamente sua fé, muitas vezes perdoando os perseguidores e rezando por eles”, concluiu Introvigne.

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