Um café para comemorar a própria data

Raquel Morais –

Ele é figurinha carimbada na mesa dos brasileiros. Pode ser tomado quente ou frio. Talvez um dos companheiros fiéis de todas as manhãs. Na última sexta-feira (14) foi comemorado o Dia Internacional do Café e não tem como deixar essa data passar em branco. Em maio, dia 24, a bebida também faz aniversário no Dia Nacional do Café. Mas independente da data, todo dia é dia de comemoração para os adoradores da iguaria.

A bebida, que antigamente era tomada apenas quente e no máximo com leite, o famoso pingado, agora ganhou outros paladares que também caíram no gosto das pessoas. O tradicional ‘cafézinho’ é o mais procurado no Dom Ric, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Custa R$ 2 e geralmente faz dupla com o simples, e adorado, pão na chapa com manteiga, vendido por R$ 1,30.

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) diz que estudos epidemiológicos mostram que o consumo de uma xícara de café por dia pode ser suficiente para trazer benefícios ao coração. O efeito protetor contra fatores de riscos para doenças cardiovasculares vem dos compostos fenólicos encontrados em quantidade razoável na bebida mais tradicional do dejejum dos brasileiros. “O café é a bebida mais consumida no mundo, só perde para a água. Tamanho volume deve ser ponto crucial para a busca de qualidade. Ou seja, não podemos menosprezar essa bebida que faz parte do nosso dia a dia, consumindo qualquer produto. Por isso os cafés especiais ganham mais adeptos ano após ano. Não é gourmetização, é tomar um café puro, de qualidade, com aromas e sabores. Estamos passando por um processo de hábito de consumo desse ‘pretinho básico’”, explicou a barista Estela Cotes, do Grupo Café do Moço.

Nas suas variações o Armazém 106 Gourmet, no Centro, o Capuccino é uma boa pedida no turno da tarde. O pequeno custa R$ 7,50 e o grande R$ 12,50 e pode ser servido com chantilly. E ousando de originalidade há quem prefira saborear a bebida através de um drink gelado. No Waffle Store, no mesmo bairro, o Vienense é o carro-chefe da empresa feito com café expresso, sorvete de creme, chocolate em pó, calda de chocolate e chantilly e custa R$ 19,50. “Podem existir mil tipos de café que eu ainda prefiro o básico. De manhã quando acordo preciso fazer meu cafezinho no coador de pano e tomar antes mesmo de beber água. É quase um ritual sagrado”, brincou o motorista Bruno Costa, 37 anos.

A nutricionista Cléa Fonseca, do Hospital Icaraí, explicou que o café consumido de forma inteligente pode contribuir positivamente para a promoção à saúde. “Visto que o mesmo apresenta alto teor de cafeína antioxidantes. Além de vários outros minerais importantes. Seu consumo não deve ultrapassar a quatro xícaras por dia, pois o seu consumo em excesso pode ser prejudicial”, finalizou.

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