Um ano de Getulinho e 500 mil atendimentos

A nova emergência do Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, atendeu quase 80 mil crianças e realizou mais de 500 mil procedimentos desde sua inauguração há um ano. Funcionando 24 horas por dia, o serviço teve um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, o que demonstra a efetividade das novas instalações, permitindo mais qualidade no atendimento aos usuários. A Prefeitura de Niterói investiu mais de R$ 20 milhões na reforma e ampliação da unidade.

Moradora da comunidade do Morro do Atalaia, na Ititioca, Beatriz Santana de Paula, de 28 anos, aguarda ansiosa a alta do pequeno Nathan, de dois meses. Ele ficou 10 dias internado na enfermaria se recuperando de uma grave pneumonia. Casada, do lar e mãe de mais três crianças, ela vê o Getulinho como referência para atendimento aos filhos. “Fiquei impressionada com o hospital depois da obra, está lindo. É sempre a minha primeira opção, não tem lugar melhor”, afirmou.

De acordo com a secretária de Saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, as obras realizadas permitiram um atendimento de ótima qualidade, com ampla estrutura que tornaram o Getulinho um hospital de referência.

“A unidade possui um serviço completo onde a população recebe atendimentos de emergência, procedimentos no Centro Cirúrgico e internações no CTI, além das especialidades ambulatoriais. As novas instalações têm capacidade de acolher diversos tipos de doença”, afirma a secretária.
A emergência possui duas salas de espera, sendo uma para recepção e outra para espera do atendimento médico, dois consultórios para classificação de risco, quatro consultórios médicos, sala de medicação e inalação, sala de sutura, sala de curativo, sala de raios X, sala de estar para acompanhantes, sala de atendimento familiar, além de duas salas de apoio técnico e administrativo e duas salas de repouso para plantonistas.

Jéssica Silva, de 21 anos, solteira e moradora do Largo da Batalha, é mãe da Sophia, dois anos, internada na última quinta-feira em virtude de uma queda em casa. Jéssica conheceu o hospital na infância, quando sua mãe, Juciara Silva, de 48 anos, a trazia para atendimento. “Minha mãe não perdia tempo. Qualquer problema comigo, ela corria logo para o Getulinho. Hoje faço como ela quando minha filha fica doente”, lembrou.

Atendimento na emergência sobe 50% em três anos
Quando o pequeno Arthur, de apenas um mês, precisou de atendimento médico, a mãe, Mayara dos Santos Pinto, de 22 anos, seguiu a recomendação dos vizinhos: levou o menino para o Getulinho. Moradora de Marambaia, em São Gonçalo, ela conta que não conseguiu encontrar um serviço de atendimento como o do Getulinho no lugar onde mora.

“Cheguei até aqui porque soube por amigos e vizinhos que o hospital é muito bom e realmente foi o que percebi. Assim que entrei, meu neném recebeu toda a assistência da equipe médica, foi estabilizado e agora está internado. Ele está sendo medicado e daqui a dez dias vai ter alta. É a primeira vez que venho e assim farei daqui para frente. Prefiro gastar mais dinheiro de passagem e ser bem atendida”, explicou Mayara, elogiando a estrutura da unidade.

Arthur faz parte de uma parcela importante de pacientes do Getulinho: de acordo com os registros do hospital, cerca de 40% são pacientes de outros municípios. Apenas este ano foram realizados, em média, 200 por dia.

Diretor da unidade, Rodrigo Oliveira, explica que, por ser referência em pediatria, o Getulinho é procurado por pacientes de outros municípios, o que contribui para o aumento no número de atendimentos.

“Apenas em maio deste ano, dos 6.757 atendidos no local, 4.202 (62%) foram de Niterói, 2.141 (32%) de São Gonçalo, 193 (3%) de Maricá, 195 (3%) de Itaboraí e o restante de outros municípios, como Tanguá e Rio Bonito”, informa Rodrigo acrescentando que grande parte dos atendimentos realizados no Hospital Getúlio Vargas Filho são de crianças de zero a dois anos de idade.

“Com o fim do outono e a chegada do inverno, os problemas respiratórios, como bronquiolite, asma e bronquite, têm sido as maiores causas de internação no hospital”, ressalta.

O hospital
Além da emergência pediátrica, o hospital possui ambulatório com atendimento nas especialidades de ortopedia, cardiologia, odontologia, anemia falciforme, hematologia, nefrologia, pneumologia, otorrino, alergia, cirurgia plástica, neurologia e endocrinologia. Sua estrutura também conta com CTI e Centro Cirúrgico com 19 tipos diferentes de cirurgias eletivas.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos pediatras, socorristas, intensivistas e especialistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, técnicos de aparelho gessado e de radiologia, lactaristas, além da equipe de apoio administrativo, ouvidoria, engenharia clínica, manutenção predial e serviços gerais. Os médicos especialistas que fazem o ambulatório, também são responsáveis pelo parecer dos pacientes internados na unidade.

O hospital também realiza exames laboratoriais, ecocardiograma, radiologia, transfusão de sangue, ultrassonografia e eletrocardiograma.

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