UFF suspende calendário acadêmico por tempo indeterminado

No período da pandemia do coronavírus a palavra incerteza nunca fez tanto sentido. Quando acabará o isolamento social, quando estará pronta uma vacina, quando as pessoas vão poder voltar a ter a rotina de antigamente e quando os setores de uma cidade vão ser normalizados. Nesse sentido, mais uma incerteza pairou em Niterói e a Universidade Federal Fluminense (UFF) suspendeu, por tempo indeterminado, os calendários acadêmico e administrativo de 2020.

A medida foi anunciada na semana passada com a justificativa de que a autoridade sanitária teria que dar autorização para a retomada das atividades comuns na universidade. Questionada sobre o assunto, a UFF informou que o calendário foi cancelado e por enquanto não tem a previsão de retorno. Assim que forem feitas atualizações as informações serão divulgadas no site oficial.Mas a medida foi confirmada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPEx) por videoconferência, através de reunião com diretores e aprovada por todos.

A UFF divulgou em nota que continua ativa, produzindo ciência, tecnologia e inovando nas ações de enfrentamento à Covid-19. As atividades administrativas também continuam pelo trabalho remoto por meio de videoconferências.

“Temos maturidade institucional suficiente para desenvolver nossa missão nesse novo mundo que se molda. A rede de universidades federais terá um papel fundamental para pensar e promover o país que seremos no futuro. Todas as áreas do conhecimento vão contribuir na construção da nova sociedade que emergirá a partir desse cenário desafiador”, comentou o reitor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.

A Associação dos Docentes da UFF (Aduff) também defendeu a suspensão e ainda enfatizou que dezenas de instituições no Brasil estão adotando essa medida. “A suspensão do calendário é correta diante do quadro atual da pandemia e da previsão do aumento do número de casos e mortes. Sucessivos adiamentos causariam ansiedade na comunidade acadêmica. Agora as pessoas estão mais tranquilas para seguirem com as atividades necessárias nessas condições de isolamento”, ponderou a presidente da entidade, Marina Tedesco.

A universitária Maria Marinho, 20 anos, disse que lamenta essa falta de projeção na normalidade das atividades dentro dos campi, mas entende a situação.

“Eu fico chateada e tenho certeza que isso atrasará a conclusão do meu curso. Mas o que me conforta é saber que todo o planeta está com esse mesmo problema. Não é algo isolado na minha faculdade. Temos que ter paciência e perseverar que todo será arrumado e dure o tempo que durar”, finalizou.

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