UFF promete retomar obras paradas em 2018

Anderson Carvalho

Com construções de novos prédios paradas desde o final de 2014, a Universidade Federal Fluminense (UFF) promete retomar as obras do prédio da Faculdade de Medicina, Instituto de Química, dentre outros, em 2018, mesmo com o corte do orçamento pelo Ministério da Educação (MEC) em cerca de R$ 2,1 bilhões em 2015, que representou redução em 20% nas verbas de custeio e 50% em verbas de capital, que são destinadas às obras, segundo informou a assessoria da universidade.

Em março, o governo federal anunciou contingenciamento no MEC de R$ 3,6 bilhões nas despesas diretas do órgão, além de R$ 700 milhões em emendas parlamentares. Apesar disso, este ano concluiu o novo ambulatório para o Hospital Universitário Antônio Pedro e até dezembro entregará o Instituto de Biologia e o de Geociências. Entre 2015 e 2016, concluiu as obras do Instituto Biomédico e do Instituto de Computação.

De acordo com a UFF, ainda há dívidas a pagar de 2013 e 2014. A Reitoria afirma que tem sido combativa junto ao MEC para tomada de recursos subtraídos do seu orçamento. Há duas semanas, quitou os salários dos funcionários de empresas terceirizadas, que estavam atrasados há um mês e meio. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio de Niterói e Região (Sintacluns).

Segundo a Associação dos Docentes da UFF (Aduff), os professores estão recebendo em dia, porém, há áreas com carência destes profissionais. Devido à Emenda Constitucional 95 (Lei do Teto de Gastos), aprovada no primeiro semestre deste ano, a UFF não pode promover novo concurso público no momento.

O ex-reitor Roberto Salles, que esteve à frente da universidade entre 2006 e 2014, informou que já em junho de 2014 o repasse para a UFF caiu 50%. “Em 2006, quando assumi, recebíamos mensalmente oito milhões de reais. Em 2014 recebíamos vinte milhões, dentro do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais. No segundo semestre de 2014, o repasse caiu para 10 milhões, por causa do ajuste fiscal do governo. As obras na Faculdade de Medicina foram interrompidas apenas em dezembro de 2014. Eu já tinha deixado o cargo”.

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