Uerj completa 70 anos e São Gonçalo tem motivo para comemorar

Raquel Morais

A sexta-feira (04) é marcada pelo aniversário de 70 anos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que está fixada em oito cidades, entre elas São Gonçalo; com a Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (FFP-Uerj), no bairro Patronato. No campus de São Gonçalo são sete licenciaturas, nove especializações, seis mestrados e dois doutorados. Já ao todo são mais de 90 cursos de graduação, 63 de mestrado e 46 de doutorado além de mais de 34 mil alunos e 2,8 mil professores.

O Centro de Treinamento de Professores do Estado do Rio de Janeiro (CETRERJ) começou a funcionar em 1973 com apenas três cursos de licenciatura curta (Letras, Ciências e Estudos Sociais). Essa foi a origem da FFP, que só se incorporou a UERJ em 1987, já com cursos de licenciatura plena. A partir de 1991 entraram na grade os cursos de Letras, Biologia, Matemática, História e Geografia de forma independente. Em 1993, foi criado o curso de Pedagogia.

A vice-diretora da FFP-UERJ, Mariza de Paula Assis, contou que tem 39 anos de UERJ e entende a importância que a universidade tem no município. “A faculdade é um ponto de referência no desenvolvimento de pesquisa. Nós também temos uma grande parceria com as escolas do município e do entorno, de outras cidades, o que fez o local se constituir como referência, apesar de muitos governantes desconhecerem a existência de uma universidade pública na cidade. Além disso temos a referência em formação de professores no Rio de Janeiro. Somos uma grande universidade e temos pesquisas mundiais. Estou muito feliz em pertencer a essa instituição”, pontuou.

A diretora da FFP-Uerj, Ana Santiago, também mostrou o orgulho de fazer parte do time da Uerj de São Gonçalo. “Os desafios são sempre volumosos numa instituição de ensino grande. Eu entendo que a Uerj passou por três processos importantes que mudaram sua cara: tornou-se um polo de pesquisa e extensão; abriu unidades em várias partes do Estado e aderiu as políticas afirmativas. Isso fez termos outra cara. Tornou a universalidade uma referência acadêmica. Permitiu estar ligada às necessidades de regiões distintas do Estado. Promoveu um perfil mais democráticos de acesso”, lembrou.

Ana também frisou como a pandemia está impactando no funcionamento da unidade. “Ver a unidade vazia dar uma dor no coração, mas estamos cuidando das instalações e protegendo nossas vidas. Estamos dizendo, como instituição pública, que nada é mais importante de se defender que a vida. Não há projeto que valha mais que uma vida. Conhecimento liberta!”, completou.

Além de São Gonçalo as outras cidades como Rio de Janeiro, Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Angra dos Reis, Duque de Caxias e Resende completam os oito municípios. De acordo com nota a Uerj foi a primeira universidade pública do Brasil a adotar um sistema de cotas para negros, pardos e alunos da rede pública de ensino. A produção científica da universidade conta com 586 grupos de pesquisa e mais de mil pesquisadores no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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