Túmulos de personalidades no Maruí estão abandonados

Anderson Carvalho –

O Cemitério do Maruí, no Barreto, o mais antigo de Niterói, cuja construção data de 1857, tem túmulos de personalidades como o ex-governador Roberto Silveira, o ator Leopoldo Fróes, o poeta Fagundes Varela e o general Luís José da Fonseca Ramos, herói da Revolta da Armada (6 de setembro de 1893 a 13 de março de 1894), que, assim como o restante do cemitério, estão abandonados.

O jazigo de Roberto Silveira, localizado logo após a entrada, no lado direito, está bem conservado. O mesmo, contudo, não se pode dizer do túmulo de Fonseca Ramos, que já não tem nenhuma placa ou foto e o nome é a única coisa legível. O militar niteroiense foi morto em 1895 após defender a cidade de ser atacada. O seu mausoléu foi inaugurado em 1º de novembro de 1911 pelo então presidente da República Marechal Hermes da Fonseca. O monumento foi projetado pelo arquiteto

Desidório Strauss. O busto de bronze do militar está entre duas piras, também de bronze. Completando o monumento, uma coluna quebrada de granito, símbolo da vida interrompida.

O jazigo do ator Leopoldo Fróes mal se lê o nome e as datas de nascimento e falecimento estão apagadas. Está enterrado junto a outros membros da família Fróes. Leopoldo fez grande sucesso como ator entre os anos de 1917 e 1927 no Rio de Janeiro, atuando no cinema e no teatro. Fundou em 1919, junto com o jornalista Irineu Marinho, o Retiro dos Artistas, no bairro carioca de Jacarepaguá. Faleceu em 1º de março de 1932, de tuberculose.

Procurada, a Prefeitura informou que os jazigos perpétuos são de propriedade particular e a manutenção cabe à família. Os que não são perpétuos, a manutenção fica a cargo do Município, que vem realizando serviços no local.

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