Trotes invadem Niterói na volta às aulas

A brincadeira ficou tão séria que já foram criados métodos e teorias na arte de fazer trote. Em busca de poucos centavos, centenas de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) terminaram na última semana o processo de trotes e muitos calouros já conseguiram uma boa graninha para o churrasco de comemoração. Eles estão por todos os lados, da Zona Sul ao Centro. Para conseguir convencer os transeuntes e motoristas a liberarem o dinheiro, alguns alunos estão usando estratégia e poder de persuasão. Kim Canani, 18 anos, aprovado para cursar engenharia química, contou que o segredo é ser muito educado, principalmente com os mais idosos.

“Eu só insisto quando vejo que a pessoa vai dar”, disse. Para ele, a pintura também ajuda na arrecadação. Quanto mais engraçada melhor. Ele se pintou de achocolatado da marca Toddynho. O braço direito servia como canudo. A ilustração convenceu tanto que faltou pouco para que ele batesse a cota estipulada para dois dias. Os veteranos estipularam R$ 350, mas o novo estudante conseguiu R$ 252, o maior valor de todo grupo.

“Eu chego dando bom dia, perguntando como a pessoa está e peço. Quando vejo que a pessoa vai dar, eu insisto. Existe um método para cada tipo de pessoa. Quando vejo ignorância na pessoa eu nem insisto. Desse dinheiro vamos fazer uma chopada”, disse.

O trio Breno Francioli, 19 anos; Moisés Silva, 21 e Bruno Monteiro de 29 anos, aprovaram os trotes do curso de Educação Física. Sem meta a cumprir, eles estão se divertindo. Breno se concentra nos veículos parados no sinal os outros dois procuram os pedestres.

“Eu achei muito legal o trote porque cria uma proximidade entre as pessoas. É leve e divertido, não tem humilhação. Vamos usar o dinheiro num churrasco. Antes os veteranos conversaram com a gente e deram dicas, foi muito maneiro”, disse Breno.

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