Triângulo amoroso tem como pano de fundo a ditadura militar no Brasil

Primeiro longa-metragem de ficção da premiada diretora pernambucana Tuca Siqueira tem estreia marcada para o Festival do Rio, que acontece entre 5 e 15 de outubro. Elenco é estrelado pelas atrizes Juliana Carneiro da Cunha, bailarina carioca radicada na França, pela pernambucana Augusta Ferraz e pelo diretor teatral, ator e apresentador cearense Aderbal Freire Filho
 
Com direção de Tuca Siqueira, que também assina o roteiro ao lado da carioca Renata Mizhari, o filme “Amores de Chumbo” (“Black Amber”, PE, 98 minutos) tem consultoria de roteiro de Miguel Machalski. Miguel, Maria Eugênia e Lúcia, personagens entre 65 e 70 anos, vivem um triângulo amoroso nos dias atuais sob o pano de fundo da ditadura militar no Brasil. O filme foi rodado em dezembro de 2015 na cidade do Recife e conta com produção da Plano 9 Produções, em coprodução com a Garimpo e produção associada da Alumia, incentivo do Funcultura/Governo de Pernambuco e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine. Sua estreia será no Festival do Rio 2017, entre os dias 5 e 15 de outubro, dentro da programação Première Brasil – Mostra Novos Rumos de Longas, em seleção anunciada nesta terça-feira (05) pela manhã.
 
Permeada por segredos, inversões de culpa e afetos interrompidos, a trama de “Amores de Chumbo” é centrada na interpretação dos personagens. O elenco é sustentado por um trio de intérpretes renomados da dramaturgia brasileira. Juliana Carneiro da Cunha, bailarina carioca radicada na França (integrante do Thêtare du Solei, atuou no filme “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho), Augusta Ferraz, referência do teatro pernambucano e o ator Aderbal Freire Filho, diretor teatral consagrado com quase 50 peças no currículo, foram convidados por Tuca Siqueira para compôr o triângulo amoroso. Com “Amores de Chumbo”, Aderbal volta a atuar no cinema após um hiato de quase dez anos.

Com orçamento total de R$ 1,4 milhão, o filme é produzido por Mannu Costa, da Plano 9, e também por Tuca Siqueira, da Garimpo Audioviovisual, em produção associada com Carol Vergolino, da Alumia Produções e Conteúdo. Parte dos recursos para realização da obra foram captados junto ao edital do Funcultura 2013/2014, do Governo de Pernambuco, via Secretaria de Cultura e Fundarpe.

“Amores de Chumbo” também foi contemplado pelo edital de desenvolvimento do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual – PRODAV 5 (Ancine/Brde), em 2014. Nesse mesmo ano, o longa integrou ainda o BrLab, laboratório de desenvolvimentos de projetos da América Latina, realizado em São Paulo, e, em 2015, participou do programa Cinéma en Développement do Festival Cinélatino, de Toulouse (França).

“O filme é um movimento de resgate dentro de uma perspectiva original quando, na atualidade, trata de um período histórico brasileiro, utilizando cenários da região Nordeste, para falar de relações amorosas e sexuais entre pessoas com mais de 60 anos, comunidade pouco explorada na cinematografia brasileira”, explica a produtora Mannu Costa.

A direção de fotografia do filme é assinada por Beto Martins, fotógrafo baiano radicado no Recife e premiado pela fotografia de “Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos”, de Camilo Cavalcante. Também trabalhou em “Loja de Répteis”, de Pedro Severien, nos longas “Rio Doce – CDU”, de Adelina Pontual, e “História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante e no curta “Enjaulado”, de Kleber Mendonça Filho. Já a direção de arte ficou a cargo de Séphora Silva (“Amarelo Manga”, de Cláudio Assis, e “Cinema, Aspirina e Urubus”, de Marcelo Gomes).

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