Treze presos em ação de fiscalização contra pesca ilegal em Piratininga

Vítor d’Avila

Ação da Polícia Civil contra pesca ilegal terminou com 13 presos, na noite de quarta-feira (20), em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. Agentes da 81ª DP (Itaipu) tiveram apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A investigação, que culminou na operação de fiscalização, teve início após a distrital receber vídeos via WhatsApp, com denúncias de moradores. As imagens mostram dezenas de barcos fazendo pesca de arrasto em área de reserva ambiental.

De acordo com a equipe da delegacia, por volta das 18h40, após avistarem as embarcações Carlos Teles e Coliseu, os policiais se dirigiram até o local onde os barcos se encontravam e anunciaram a fiscalização uma vez que a localidade em questão configura uma Unidade de Conservação.

No momento da abordagem, pescadores já estavam com as redes prontas para iniciar a modalidade conhecida como arrasto. Quando os agentes anunciaram a fiscalização, os suspeitos tentaram, de forma apressada, recolher as redes usadas para captura de peixes.

O objetivo da atividade ser proibida no local é a preservação da pesca tradicional dos pescadores da região de Itaipu. A embarcação estava realizando a atividade de pesca industrial dentro da área onde essa modalidade é proibida, conforme regulamentação do Decreto 44417/13.

Imediatamente, as atividades de pesca ilegal foram interrompidas e as embarcações foram levadas ao cais de Jurujuba. Treze tripulantes foram conduzidos à 81ª DP, onde foi formalizada a prisão em flagrante. Todos responderão por prática de crime ambiental.

De acordo com o Inea, ao interromperem a prática ainda no início das atividades de pesca, pôde ser evitada a mortandade de milhares de peixes, o que causaria grande impacto na vida marinha da Baía de Guanabara. A distrital ainda solicita que aqueles que presenciarem atividade de pesca ilegal denunciem à Polícia Civil.

Região Oceânica na mira do Inea

Não é apenas a pesca ilegal que é alvo de fiscalizações do Inea, na Região Oceânica. No dia 8 de janeiro, equipes de fiscalização para averiguar a denúncia de frequentadores da praia de Camboinhas sobre clubes de canoagem que estariam guardando suas canoas fincando suportes sobre áreas de restinga. A ação contou com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Os fiscais da Secretaria de Meio Ambiente verificaram em Camboinhas que um clube de windsurfe. Os responsáveis foram notificados para retirar a estrutura em 24 horas. Se não cumprirem estarão passíveis de multa. Vai surtir efeito a notificação”, disse, na ocasião, o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Leandro Portugal.

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