TRE condena Paes a tirar do ar ofensas a Wilson

O candidato a governador pelo DEM, Eduardo Paes, não poderá mais, em sua propaganda, vincular o nome do seu adversário, Wilson Witzel (PSC), a Luiz Carlos Azenha, advogado do traficante Nem da Rocinha e que teria ligações com o crime organizado, além de mostrar frase descontextualizada do candidato cristão em uma palestra, para depois, insinuar que ele seria dono de empresas. A primeira proibição é de uma decisão do desembargador Luiz Fernando Andrade Pinto e a segunda, da desembargadora Fernanda Xavier de Brito, ambos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).

O democrata terá que retirar as propagandas do ar. Caso elas sejam novamente veiculadas, em qualquer meio, ele será multado em R$ 50 mil. Segundo o TRE, as inserções têm “conteúdo alegadamente inverídico”. A propaganda fere a legislação por não exibir o número do candidato, o nome da coligação e as siglas dos partidos.

Segundo a decisão de Fernanda Brito, as inserções insinuando que Witzel seria dono de faculdade foram ao ar na TV no último dia 21, com ‘comentários extremamente maliciosos e inverídicos, dizendo que “Você conhece o verdadeiro candidato Witzel? Na propaganda, o Witzel posa de humilde, mas na vida real, confessa que é dono de empresa, que ele omitiu na declaração de bens entregue a Justiça Eleitoral”, disse um trecho que está na sentença.

Para a desembargadora, a propaganda é ilegal. “É evidente que houve a prática de conduta dissonante com a legislação eleitoral, na medida em que veiculada propaganda eleitoral com vídeos que mostram falas do representante descontextualizadas, a fim de provocar impressão diversa da conotação original”, disse a magistrada, acrescentando que isso poderia provocar desequilíbrio ao processo eleitoral.

Na decisão de Luiz Fernando Pinto, este lembra que a peça publicitária que insinuou uma suposta amizade entre o candidato do PSC e Azenha, foi veiculada no último dia 20 em quatro inserções de 30 segundos cada, com com vídeos onde faz comentários maliciosos e inverídicos, segundo a sentença. “A afronta estaria evidenciada na afirmação de que o Representante teria alguma relação com um advogado e, por isto, com o “crime organizado”, escreveu o magistrado.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Paes, mas até o fechamento desta edição o candidato não se manifestou.

Busca pelos eleitores indecisos

Faltando quatro dias para o segundo turno da eleição, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC) intensificam os esforços para conquistar os votos dos últimos indecisos e pegar eleitores um do outro. Ontem, o democrata fez caminhada em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. O candidato cristão participou de programa na rádio Tupi.

Paes reforçou seu comprometimento em resolver os problemas de segurança pública e dar auxílio às forças de segurança. No bairro da Zona Oeste onde iniciou sua carreira política, há 25 anos, quando se tornou subprefeito da região, ele destacou que o combate ao crime organizado será feito com inteligência e por policiais bem treinados e assistidos pelo poder público.

Witzel participou do programa Show do Clóvis Monteiro, na Rádio Tupi, em São Cristóvão. Ontem à noite, fez corpo a corpo em Irajá, na zona norte do Rio, sendo calorosamente recebido pelos eleitores. Ambos os candidatos se preparam hoje para o debate na TV Globo.

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