Trânsito mais agressivo em Niterói

Raquel Morais –

Um novo indicador do Instituto de Segurança Pública (ISP) chamou atenção no relatório de janeiro de 2018 do documento sobre Niterói. O aumento expressivo do registro de homicídio culposo com vítimas de trânsito quase triplicou, comparado dezembro de 2017 com janeiro de 2018. O número de lesão corporal no trânsito, nos mesmos meses, cresceu 10,5%. Já em São Gonçalo o comparativo dos dois meses apresentou queda nos dois indicadores. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) ressalta o uso do cinto de segurança para diminuir o número de acidentes no trânsito. Outra questão também abordada pela entidade é sobre respeitar os limites do sono na direção.

Os dados do ISP na região de Niterói apontaram que em dezembro de 2017 foram feitos quatro registros de homicídio culposo com vítimas de trânsito, contra 11 no mês seguinte. Já sobre lesão corporal no trânsito, em dezembro foram feitos 152 registros, contra 168 em janeiro desse ano, aumento de 10,5%.

Em São Gonçalo, o número de registros de homicídio culposo com vítimas de trânsito em dezembro de 2017 foi 12 contra sete em janeiro de 2018; e lesão corporal no trânsito, no primeiro mês foram registrados 153 casos contra 124, queda de 23,38%.

Para evitar acidentes de trânsito nunca é demais ressaltar a importância do uso do cinto de segurança, além de ser proibido usar telefone celular na direção e consumir bebida alcoólica e respeitar as leis de trânsito, principalmente de velocidade. Em nota, a Abramet informou que a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança completou 20 anos em outubro, e em virtude dos excelentes resultados da diminuição de mortes após a obrigatoriedade do uso do cinto, iniciou a campanha ‘Colocou o Cinto?’, que traz complementando a pergunta, a frase Proteção sem igual.

O Observatório Nacional de Segurança Viária informou que o seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT) relatou crescimento de 23% de pedidos de indenização por acidentados, incluindo nesses índices crescentes os motociclistas.

“Eu tive um acidente de trânsito gravíssimo, que fiquei em coma, causado por um motorista bêbado. Depois disso nunca mais subi em uma moto e as marcas desse acidentes vão ficar na minha pele para sempre. O trânsito deveria ser mais respeitado”, comentou a dona de casa Lúcia Vieira, 55 anos.

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