Tráfico ordena fechamento do comércio na Região Oceânica

Augusto Aguiar e Wellington Serrano –

Um confronto entre policiais militares e suspeitos de tráfico no início da noite de domingo, na comunidade do Arvoral, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, deixou saldo de um morto e apreensão de uma arma. Após a operação ser desencadeada, no início da manhã de ontem (27), criminosos da comunidade ordenaram o fechamento do comércio em parte da extensão da Avenida Central, na altura da localidade conhecida como Goiabão até o Condomínio Ubá II.

De acordo com a PM, o acusado que veio a óbito atacou a tiros uma guarnição que realizava patrulhamento. Segundo relatos, a guarnição passava pela Rua José Cortes Junior, quando os policiais desconfiaram de um grupo suspeito e estes (armados), ao perceberem a presença policial, efetuaram diversos disparos contra os militares.

Em seguida tentaram fugir em meio a troca de tiros com a PM, que passou a perseguir os acusados. No confronto, Carlos Augusto da Silva Veríssimo, de 47 anos, foi baleado e não resistiu aos ferimentos. Com ele foram apreendidos um revólver, modelo Magnum, calibre 357, quatro munições intactas e duas deflagradas. Na mesma ação, a PM apreendeu uma rádio comunicador, 205 pinos de cocaína e 401 trouxinhas de maconha. A ocorrência do auto de resistência foi registrada na Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

Um policial militar que fazia o patrulhamento no local disse que a informação sobre o fechamento do comércio foi boato e o policiamento parecia normal na região. No entanto, segundo informações, durante a manhã, quando comerciantes chegaram para trabalhar, foram informados por homens armados, em motocicletas, de que o tráfico decretou luto.
Assustados, os comerciantes preferiram não entrar em detalhes sobre o caso.

“Dois homens em uma moto vieram pessoalmente me avisar em tom ameaçador”, disse um comerciante. Outro afirmou que não sabe mais o que fazer. “O problema com a violência é todo dia aqui e os assaltos são uma constante. Os traficantes fazem o que querem. O que nos causa medo e acabamos acatando as ordens”, contou sem preferir se identificar.

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