Tráfico de drogas é a maior preocupação da população

De uma forma discreta e anônima, a população de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá está apelando para a denúncia como forma ajudar a combater toda sorte de ilícitos nessas cidades. No mais recente levantamento trimestral, referente aos meses de julho, agosto e setembro desse ano, divulgados pelo Disque Denúncia, ao contrário do que muitos pensam na cidade de Niterói o tráfico de drogas liderou o número de denúncias de crimes, com 29,93% das ligações (261 denúncias). Muitos desses relatos resultaram em prisões e apreensões. A mesma modalidade de crime já havia predominado no mesmo período de 2017, mas com índice médio ainda maior de denúncias anônimas. As denúncias representaram, na ocasião, 37,7% do total das modalidades de crimes, no mês de julho, em agosto 37,5%, com mais 132 informes anônimos, e em setembro, 54,38% do total, com 180 denúncias.

Os crimes de violência contra a mulher tiveram em Niterói 10,67% do número de denúncias (93), seguido de infrações relacionadas ao uso ilegal de serviços públicos, 6,77% (59 denúncias), barulho, com 5,62% (49), maus tratos contra animais, com 3,44% (30), jogos de azar, 2,87% (25), veículos abandonados, 2,18% (19), roubo ou furto a transeunte empatado com estelionato, 2,06% (18), e posse ilícita de arma de fogo, 1,72% (15). No mesmo período do ano passado, haviam surgido inclusive, em Niterói, denúncias de extorsão e sequestros simples, e cárcere privado. No terceiro trimestre de 2018 os bairros que mais originaram denúncias foram: Fonseca (Zona Norte), com 11,01% (96), Centro, com 10,55% (92), Icaraí (Zona Sul), com 10,44% (91), e Itaipu (Região Oceânica), com 5,73% (50).

Na vizinha São Gonçalo, os relatos anônimos de tráfico permaneceram no topo da lista, com 51,8% (1554), seguido de uso ilegal de serviços públicos, 7,6% (228), e violência contra a mulher – que se manteve entre os três delitos mais denunciados também em Niterói, Itaboraí e Maricá – com 6,9% (207), barulho, 3,17% (95), posse ilícita de arma de fogo, 2,93% (88), localização de foragidos da justiça, 2,87% (86), maus tratos contra animais, 1,8% (54), obstrução de vias públicas, 1,73% (52), roubo de carga, 1,7% (51), e veículos abandonados, 1,5% (45). Os bairros com maiores índices de denúncias foram: Boaçu, com 5,43% dos relatos (163), Jardim Catarina, com 4,43% (133), Jardim Catarina, 4% (120), e Trindade, 3,63% (109).

Em Itaboraí, a maior parte dos denunciantes anônimos relataram no penúltimo trimestre desse ano mais uma vez o tráfico, com 37,01% das ligações (188), uso ilegal de serviços públicos, com 11,22% (57), violência contra a mulher, 7,28% (37), extorsão simples, 4,33% (22), posse ilícita de arma de fogo, 3,54% (18), localização de foragidos da justiça, 2,95% (15), homicídio consumado, 2,56% (13), desvio de conduta, 1,97% (10), veículos abandonados empatado com estabelecimento comercial/industrial sem alvará, 1,77% (9). Moradores de Manilha, Marambaia e Itambi foram os que mais denunciaram no período: 58, 33 e 22 denúncias, respectivamente.

O uso ilegal de serviços públicos liderou o mais recente levantamento trimestral de Maricá, que recebeu 22,19% (73) das ligações, seguido de tráfico de drogas, com 18,84% (62), violência contra a mulher, 12,77% (42), maus tratos contra animais, 6,08% (20), caça ilegal de animais, 3,65% (12), desmatamento florestal, 3,34% (11), extração irregular de solo, 2,74% (9), extração irregular de árvores, 2,43% (8), e consumo de drogas igual à localização de foragidos da justiça, 2,13% (7). No ano passado, o barulho liderou o número de denúncias em julho, com 20,79%, seguido de tráfico, com 24 denúncias, continuando a preocupar a população em setembro, com 20,69% da totalização. Ao contrário do que ocorreu no ano passado, dessa vez não surgiram denúncias sobre roubos e furtos de residências como no mesmo período do ano passado em Maricá. Na ocasião foram 8,05% dos informes, com sete denúncias. Os relatos são mais frequentes de Itaipuaçu (21,58%), Inoã (12,77%), Ponta Negra (3,95%) e Itapeba, que aparece empatado com o Centro e Cordeirinho (3,34%/11).

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