Traficantes proíbem comércio de internet e gás na Ilha da Conceição

Representantes das polícias Civil e Militar que estiveram presentes na tradicional reunião do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, realizada na manhã de ontem, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) tomaram conhecimento que os moradores da Ilha da Conceição, na Zona Norte da cidade, estão sendo covardemente prejudicados pela interrupção no fornecimento de serviços de internet. O motivo é que criminosos que atuam na comunidade do MIC estariam impedindo técnicos de empresas especializadas de realizarem reparos ou instalações na região.

As informações que chegaram às autoridades não param por aí. Aos mesmos grupos criminosos também foram atribuídos a proibição da venda de gás para a comunidade. Os problemas se prolongam desde o ano passado e marginais, muitos deles vindos do Rio, estariam por trás das ordens impostas aos moradores. Ainda, segundo denúncias, nenhuma operadora se arrisca a realizar trabalhos na região. O trabalho de repressão à criminalidade na Ilha da Conceição ocorre desde o ano passado, quando várias ações foram realizadas no bairro, situado próximo as principais entradas e saídas da cidade. Em uma das ocorrências registradas, após trabalho de investigação da 76ª DP (Centro), policiais civis prenderam um homem apontado como gerente da venda de drogas na comunidade do MIC. Com ele foi apreendida uma pistola, munições e drogas.

Problemas semelhantes também são enfrentados por moradores do bairro de Jurujuba, na Zona Sul, que acabaram resultando em duas fases da Operação Escotilha, deflagrada pela 79ª DP, que terminou com mais de 20 presos. De acordo com as denúncias, os criminosos também ameaçaram representantes de operadoras de telefonia e de informática, tentando taxar a realização de serviços essenciais para a população, também como gás e eletricidade. As ordens para a taxação, ameaças e até agressão a moradores partiam de uma liderança do tráfico, de dentro de um presídio. Um dos bandidos acusados de envolvimento com o grupo, que segundo a polícia era do Morro do Preventório, em Charitas, era Gabriel dos Santos Soares, de 22 anos, conhecido como Mata Rindo, um dos bandidos mais procurados de Niterói. Ele morreu em confronto com a polícia.

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