Traficantes atuam na porta de escolas da Zona Sul

Wellington Serrano –

Os moradores do Largo do Marrão, Pé Pequeno e Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, informaram ao comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Márcio Guimarães, que traficantes estabeleceram novos pontos de comercialização de drogas nestes locais. Devido ao clamor da população por policiamento, Guimarães disse que estuda reforçar o policiamento nestas regiões.

Segundo relatos de pais e comerciantes, diariamente nas ruas Santa Rosa e Doutor Mário Viana, por volta das 12h30min, traficantes armados passam chamando atenção dos moradores e formam pequenos grupos nas ruas e avisam que “a venda vai começar”.

“O suspeito passa geralmente após a ronda dos agentes do Niterói Presente a pé e disfarçadamente, no meio dos estudantes, diz que a droga chegou. Geralmente é após as 11h, conta um dos morador que não quis se identificar.

No Largo do Marrão, na Praça Raul de Oliveira Rodrigues, fica localizada a maior boca de fumo. Segundo investigações que culminaram na Operação Arrastão do Bem, a venda de drogas acontece até em frente a um tradicional colégio de Santa Rosa.

“São pontos de drogas que não tínhamos conhecimento porque não há registros em delegacia, mas agora vamos focar a policiamento estratégico nestes locais para identificar dias e horários e afastar o traficante. Nem sempre o criminoso atua à noite”, afirma o comandante, acrescentando que no Largo do Marrão houve uma das maiores demandas dos moradores ouvidos.

“Tivemos demanda com relação a entrada do Colégio Salesiano, onde em plena luz do dia, há reunião de traficantes na entrada. Os pais estão preocupados com essa concentração e movimentação na porta do colégio, coisa que não temos dados oficiais, mas que nos foi passado. Temos vários dados interessantes que vamos investigar”, diz Guimarães.

Fonseca – Segundo Márcio Guimarães, um grupo de 80 policiais voluntários do Arrastão do Bem vão percorrer as ruas da Alameda São Boaventura, no Fonseca.

“É um bairro bem complexo que merece toda a nossa atenção. Entendemos que a partir desta ação os policiais que rotineiramente já fazem o policiamento no setor começam a entender que é fundamental o contato comunitário ao conversar com a população que é uma cultura que havia se perdido durante um tempo na polícia por conta do lado guerreiro do policial que está sempre em combate nos confrontos”, ressalta.

Em Maricá, Guimarães contou que a Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro, terá logo cedo hoje a presença de um grupo de 50 policiais, que percorrerão as ruas do bairro.

“Vamos coletar todos os dados nas portas dos mercados, supermercados, escolas e bancos onde circula muita gente com o objetivo principal de aproximação comunitária. Não vamos fazer o policiamento ostensivo e sim, ouvir a população em busca da aproximação”, concluiu o comandante.

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