Traficante do PCC escondia drogas na casa da namorada em Niterói

Integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), Nathanael Wagner Ribeiro Rodrigues, o Nathan, escondia drogas na casa de sua companheira, no bairro do Engenho do Mato, Região Oceânica de Niterói. Policiais civis da 81ª DP (Itaipu), delegacia responsável pela investigação, prenderam a mulher, identificada pelas iniciais J. W., de 30 anos, em flagrante por armazenar o material.

Segundo o delegado Fábio Barucke, titular da distrital, na residência os policiais encontraram cerca de 300 gramas de uma espécie mais forte de maconha líquida, usada com alto teor de Cannabis sativa, que, de acordo com a apuração da polícia, era misturada com tabaco comum e haxixe, de maneira artesanal. A ação aconteceu no último sábado (3).

“Tivemos a informação e, na casa da namorada dele, encontramos maconha líquida, no Engenho do Mato. Ela foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Apreendemos a maconha líquida, anabolizantes e mandamos para perícia. A investigação segue. Vamos apurar essa questão de manipulação e venda de remédios falsos”, disse o delegado.

Delegado não acredita em ‘braço do PCC’ em Niterói

Barucke também falou sobre a investigação acerca da atuação de Nathan. Por ora, o delegado não acredita que o traficante seja parte de um plano para expandir a atuação da facção criminosa paulista para a cidade de Niterói. De acordo com ele, a possibilidade mais plausível é de que seja uma ação isolada.

“Seria uma ação isolada dele. O que se diz é que ele teria se associado a alguém e depois teria feito negócios com outra pessoa, o que teria motivado [a tentativa de homicídio]. A gente não sabe quem é autor da tentativa de homicídio. Imaginamos que ele saiba, mas não queria falar. Pode ser alguma briga. Ainda está em andamento”, prosseguiu Barucke, ao explicar as possíveis razões para a tentativa de homicídio sofrida por Nathan, antes de ser encontrado pela polícia.

Em relação ao PCC, o criminoso, em depoimento, disse que, na verdade, estaria fugindo da facção criminosa por “queriam matá-lo”. No entanto, Nathan não quis dar maiores detalhes sobre as razões para a facção querer sua morte. De acordo com Barucke, o preso ainda teria habilidades químicas para a manipulação artesanal de medicamentos e anabolizantes.

“Tivemos informação da Policia São Paulo de que ele era procurado na ‘Operação Proteína’ em razão dele ser como um químico, faria anabolizantes, remédios, com receitas dele mesmo. Ele seria a pessoa que fazia o laboratório e produzia os remédios. Agora a questão do PCC, a gente não tem essa informação. Ele disse para a gente que o PCC queria matá-lo. Nossa investigação não alcançou nada nesse sentido, de que o PCC estaria vindo para cá”, concluiu o delegado.

Transferência

Na segunda-feira (6), Nathan foi transferido para São Paulo, onde ficará à disposição da Justiça. Policiais do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) vieram à Niterói buscar o criminoso, após este receber alta do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), onde estava internado após ser baleado. Na unidade de saúde, onde deu entrada com nome falso, ele foi encontrado pelos policiais e recebeu voz de prisão.

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