Trabalhadores do Comperj anunciam greve nesta segunda-feira (4)

Presidente do Sintramon cobra posição da Petrobras para solucionar problemas

Profissionais que trabalham no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, anunciaram que vão entrar em greve a partir de amanhã (4). O motivo da paralisação, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Manutenção e Montagem Industrial (Sintramon), Paulo César Quintanilha, é o desrespeito por parte das empresas terceirizadas na relação com os trabalhadores. Além disso, ele critica a postura desses grupos de usar as Medidas Provisórias sobre suspensão de trabalho ou do regime intermitente quando lhes convém, prejudicando os profissionais.

“Desde que entraram as medidas provisórias que regulam o trabalho em época de pandemia que quem trabalha no Comperj está sendo muito prejudicado. Ou seja, há um ano e meio as empresas terceirizadas se escoram nas MPs 936, 937 e 1046 para praticarem uma série de atitudes quando lhes convém, como suspensão de trabalho, banco de horas, trabalho intermitente, redução da jornada e principalmente a questão das férias. Quando alguma empresa alega não ter dinheiro, coloca o profissional de férias. Mas o terço referente a esse período não é pago, sempre jogam para frente. Em alguns casos, até houve o pagamento desse benefício, mas na maioria, não. Ou seja, teve gente que já tirou essas férias quatro vezes em um ano, mas não recebeu nada. Isso é um absurdo”, explica Quintanilha.

O presidente do Sintramon também cobra uma posição da Petrobras, explicando que a empresa, por ser a responsável pelo funcionamento do Comperj, tem a obrigação de determinar que as empresas terceirizadas que estão fazendo tal prática resolvam essa situação ouvindo os profissionais.

Procurada pela reportagem, a Petrobras informou em nota que está em dia com as obrigações contratuais com as empresas que atuam no Comperj e que não se envolve em questões envolvendo esse grupos e seus respectivos profissionais.

“A Petrobras está em dia com as obrigações contratuais com todas as empresas contratadas que estão executando as obras no Polo GasLub de Itaboraí. A companhia esclarece que, no desenvolvimento de suas atividades, realiza a contratação de empresas prestadoras de serviços e não interfere nas relações entre essas empresas contratadas e seus trabalhadores”, informou a empresa em nota enviada à reportagem.

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